Inquérito do Supremo já investigou ameaças de incendiar o plenário e de matar ministros da Corte

A operação deflagrada na quarta-feira (27) pela PF (Polícia Federal) é apenas mais uma de diferentes investigações realizadas em 14 meses dentro do inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as fake news. Já foram enviados à primeira instância 72 inquéritos policiais que investigam, entre outros crimes, a ameaça de incendiar o plenário do Supremo e de matar ministros da Corte com tiros à queima-roupa.

O inquérito para apurar financiamento e distribuição de fake news e ameaças contra ministros do Supremo foi instaurado há pouco mais de um ano, em março de 2019, com base no regimento interno do STF. A iniciativa foi do presidente do tribunal, Dias Toffoli, e a relatoria é do ministro Alexandre de Moraes.

Desde então, já foram executadas 18 ações de busca e apreensão, 12 ordens para ouvir testemunhas ou suspeitos e aplicadas duas medidas restritivas. Essas operações realizadas anteriormente não estão relacionadas à executada na quarta, que causou grande polêmica e recebeu críticas do presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados. As informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Comentários