Líbano teme situação semelhante à da Europa pelo aumento de casos de coronavírus

O número de infecções começou a aumentar com o fim do confinamento, com um total de 44.482 casos e 406 mortes. (Foto: Reprodução)

O Líbano está registrando um aumento importante de casos de coronavírus e teme uma situação semelhante à de alguns países da Europa, alertou o ministro da Saúde, Hamad Hassan, nesta segunda-feira (05).

Desde março, vários países europeus registraram saldos que superavam os mil novos casos todos os dias, às vezes com centenas de mortes, enquanto o Líbano havia conseguido inicialmente conter a epidemia graças ao confinamento.

No entanto, o número de infecções começou a aumentar com o fim do confinamento, com um total de 44.482 casos e 406 mortes. “A taxa de contaminação no Líbano alcança toda semana 120 casos a cada 100.000 habitantes, o que é considerado um pico que nos aproxima dos cenários europeus”, alertou o ministro, citado pela agência oficial ANI.

Em comparação, a taxa de incidência em Paris supera os 250 casos a cada 100.000 habitantes, segundo estatísticas oficiais. De acordo com Hassan, a taxa de mortalidade no Líbano alcançou “um pico” de 1,2% e este número não deve “ser tratado levianamente”.

O ministro descreveu como “última chance” a decisão de voltar a confinar mais de cem bairros e cidades a partir de domingo e durante uma semana. A contaminação também disparou depois da explosão no porto de Beirute em 4 de agosto, quando centenas de feridos foram levados aos hospitais já saturados, acompanhados por seus familiares em estado de pânico.

As autoridades temem que o setor médico fique sobrecarregado pelo fluxo de pacientes, principalmente porque três hospitais de Beirute estão fora de serviço devido à explosão.

“Muitos hospitais chegaram à sua capacidade total”, alertou no Twitter o doutor Firas Abiad, chefe do hospital público Rafik Hariri, o principal hospital que participa no combate à Covid-19.

“Muitos pacientes foram obrigados a permanecer em emergências ou percorrer longas distâncias para encontrar um leito nas UTI (Unidades de Terapia Intensiva)”, acrescentou.

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