Mais de 60 mil homicídios aconteceram no Brasil em 2017, que significam mais do que a soma de todos os homicídios cometidos por 150 países no mundo

Aconteceu na manhã desta quinta-feira a reunião da Frente Parlamentar de Segurança Pública, presidida pelo deputado Ronaldo Santini, no Auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa do RS. A abertura contou com a presença do secretário de Segurança, César Schirmer, representando o governador José Ivo Sartori, ao lado de deputados, representantes do setor, autoridades e convidados.

Shirmer mencionou que este ano foram encaminhados à AL cerca de 25 projetos de lei, a maioria já aprovada. “e de grande significação para a Segurança Pública”. Ele citou o exemplo da isenção de ICMs para doações, lembrando a iniciativa do Instituto Floresta, que recolheu recursos junto à sociedade civil para a aquisição de viaturas à instituição. Outro exemplo que ele trouxe à tona diz respeito à obrigatoriedade de apresentação de planos de segurança por parte de instituições financeiras uma vez que “os bancos precisam contribuir para assegurar sua segurança”.

A cassação da inscrição de empresas na Secretaria da Fazenda para comercialização de produtos ilegais foi outro item de peso para o segmento, mencionado pelo secretário. “Quero louvar a Frente Parlamentar de Segurança Pública, que vai ao encontro da visão que temos à relevância da soma de todos no enfrentamento da violência e do crime”.

Segundo César Schirmer, mais de 60 mil homicídios aconteceram no Brasil em 2017, que significam mais do que a soma de todos os homicídios cometidos por 150 países no mundo. “A Secretaria da Segurança não dará conta sozinha, precisamos de todo o poder público, municipal, federal, a começar pela iluminação na rua. Criminoso gosta de sombra e precisamos envolver os municípios, bem como na questão das drogas. É preciso coibir pequenos delitos que levem ao crime maior”.

O secretário mencionou a importância de “fazermos leis exequíveis” e lembrou a responsabilidade da União no controle de fronteiras, mas também citou a necessidade de um esforço da própria sociedade civil, somada ao poder judiciário. “Precisamos cada vez mais estreitar esta relação. Só com união de forças conseguiremos enfrentar a violência e o crime. Só assim vamos salvar nosso País”.

Na sequência, Ronaldo Santini atestou o papel da Frente Parlamentar de Segurança Pública, que é justamente o debate para o enfrentamento do crime. “O crime está sempre se inovando e a política da Segurança Pública não tem um debate permanente e a Frente Parlamentar tem este objetivo, de debater novas ações para nos devolver a liberdade de andarmos pelas ruas novamente”.

Algumas medidas já foram aprovadas pela AL e ele lembra que na próxima semana deverão ser aprovados novos programas de incentivo à Segurança Pública, que “vai servir de modelo para o País, com a parceria da iniciativa privada”. Ele disse ainda que é preciso enfrentar de forma clara a crise por conta de uma política para o sistema prisional. “Este é o grande problema da área de Segurança”, somado à dependência química e armamento. “É preciso o endurecimento de penas, revisar leis e códigos. Não podemos tratar da mesma forma crimes diferentes”. (Clarisse Ledur)

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