Medicamento anti HIV está disponível em onze cidades gaúchas

O medicamento para a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), usado para previnir o HIV, pode ser encontrado em mais 11 municípios do Rio Grande do Sul neste ano. Além de Porto Alegre, o tratamento já está disponível em Caxias do Sul, Gravataí, Lajeado, Novo Hamburgo, Rio Grande, Santa Rosa, São Leopoldo e Sapucaia do Sul. Em breve, as cidades de Canoas, Pelotas e Viamão também oferecerão o medicamento. A PrEP faz parte de uma estratégia de prevenção ao HIV que envolve também vínculo e acompanhamento clínico com uma equipe de saúde dos municípios.

A coordenadora da Política de IST/Aids da Secretaria da Saúde, Ana Lúcia Baggio, ressaltou que o uso adequado do medicamento é extremamente eficaz. “O uso correto reduz o risco de infecção por HIV em mais de 90%”, relatou. Ana Lúcia também informou que hoje mais de 600 pessoas estão cadastradas no estado para receber o medicamento. “Quem se considera em situação sexual de risco deve procurar diretamente o serviço, ou agendar por telefone”, acrescentou. Após o cadastro, é feita a avaliação com testagem e aconselhamento para orientação sobre o uso ou não da PrEp. Existem casos em que só podem ser utilizadas outras estratégias para prevenção.

O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado no país a fornecer o medicamento. Inicialmente estavam disponíveis tratamentos para 86 usuários nos serviços da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Hospital Sanatório Partenon, vinculado à Secretaria da Saúde. Nos últimos anos, o estado tem figurado sistematicamente entre os primeiros em casos de AIDS, com taxas de detecção do HIV muito superiores à média nacional. Baggio diz que a taxa de detecção de Aids em 2017 no Rio Grande do Sul foi de 29,4 casos a cada 100 mil habitantes. “Mesmo com uma redução de 36,2% entre os anos de 2007 e 2017, o RS ainda apresenta uma taxa superior à do Brasil, que é de 18,3 casos por 100 mil habitantes”, informa.

O medicamento é enviado pelo Ministério da Saúde ao Estado desde janeiro do ano passado e não dispensa o uso de preservativos, já que não previne as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

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