Ministério Público gaúcho faz operação contra fraude na marcação de consultas pelo SUS

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão (Foto: Marjuliê Martini/MP/Divulgação)

A Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre cumpriu, na manhã desta quinta-feira (27), dois mandados de busca e apreensão em residências de Ivoti, no Vale do Sinos, e outro em um posto de saúde em Taquara, no Vale do Paranhana.

A Operação F5 investiga a inserção de informações falsas no sistema de marcação de consultas do SUS (Sistema Único de Saúde) em Taquara, de pacientes residentes em Ivoti, com o objetivo de agilizar o atendimento deles em unidades hospitalares de Porto Alegre, além do crime de associação criminosa.

As investigações mapearam 11 casos de pacientes moradores de Ivoti que, por intermédio da prefeita eleita da cidade, Maria de Lourdes Bauermann, bem como uma intermediária que atuava no esquema e uma servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Taquara, conseguiram o agendamento de consultas médicas em tempo recorde.

Mandados de busca foram cumpridos nas residências de Maria de Lourdes e desta intermediária, que não teve o nome divulgado. Um terceiro mandado de busca ocorreu na Secretaria Municipal de Taquara, onde atuava a servidora investigada.

A estratégia consistia em cadastrar as pessoas como moradoras de endereços inexistentes em Taquara. Um dos casos foi referente a cirurgias plásticas nas pálpebras e no nariz, outra de consulta oftalmológica agendada para apenas 16 dias depois da marcação (a espera, em média, é superior a um ano), além de uma consulta com oncologista marcada para 15 dias depois da inserção no sistema.

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