Ministro critica imagens de “caixão e corpo” e pede à imprensa que mostre “coisa positiva”

O ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) criticou nesta quarta-feira (22) a divulgação pela imprensa de imagens de “caixão e corpo” durante a cobertura da pandemia do novo coronavírus. Ramos pediu aos jornalistas que mostrem “coisa positiva” nos telejornais.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, da qual participaram, além de Ramos, os ministros Nelson Teich (Saúde), Braga Netto (Casa Civil), Tarcísio Gomes (Infraestrutura) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo).

Ramos afirmou que o governo Jair Bolsonaro respeita a liberdade de imprensa, “fundamental” na democracia, mas disse que, desde o início da crise do coronavírus tem observado uma “maciça divulgação” dos fatos negativos.

“Com todo respeito, no jornal da manhã, é caixão, é corpo. Na hora do almoço, é caixão, novamente, e corpo. No jornal da noite, é caixão e corpo, é número de mortes. Eu pergunto a todos: como vocês acham que uma senhora de idade, uma pessoa humilde ou pessoa que sofre de alguma outra enfermidade, ela se sente com esta maciça divulgação de informações negativas? Isso não ajuda. Ninguém aqui está dizendo que tem que esconder”, afirmou o ministro.

Em seguida, o ministro disse que “tem tanta coisa positiva” acontecendo e pediu a divulgação do número de pessoas curadas da Covid-19 e o trabalho “maravilhoso” de profissionais de saúde, fatos que já vêm sendo noticiados por veículos de comunicação. De acordo com o boletim mais recente, o Brasil tem 45.757 casos confirmados e 2.906 mortes por Covid-19, doença provocada pelo coronavírus.

Antes de falar com jornalistas no Planalto, Ramos participou, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, de reunião com lideranças emedebistas: o deputado Baleia Rossi (SP), presidente nacional do MDB, e o senador Eduardo Braga (AM), líder da sigla no Senado e ex-ministro, ex-governador do Amazonas e ex-prefeito de Manaus.

Na audiência, conforme relatado por Baleia Rossi, Bolsonaro pediu apoio do MDB – um dos partidos mais antigos do País – no enfrentamento ao novo coronavírus e na agenda pós-pandemia da Covid-19.

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