Ministro do Supremo Alexandre de Moraes diz que motim de policiais militares no Ceará é “ilegal” e “inadmissível”


Ministro do Supremo afirmou que Constituição proíbe greve por forças de segurança e defendeu que integrantes do movimento sofram “consequências”
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira (20) que o movimento de policias militares no Ceará é “ilegal” e inadmissível”.

Moraes, que foi secretário de segurança pública de São Paulo e ministro da Justiça no governo do ex-presidente Michel Temer, afirmou que a Constituição veda a greve de forças de segurança e defendeu punição para os policiais que aderiram ao movimento no Ceará.

Perguntado sobre a situação do senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE), baleado quando tentava entrar com uma retroescavadeira em um batalhão da Polícia Militar na cidade de Sobral, ele afirmou que os policiais não deveriam ter atirado porque a situação poderia ter terminado em um “morticínio gigantesco”.

“O que vem acontecendo no Ceará é inadmissível. Crime de dano ao patrimônio público, destruindo viaturas, tiros. Eu não entro no mérito dos fatos porque não estava lá. Mas onde já se viu policial que se queira policial – e eu tenho certeza que no STF não tem ninguém que tem mais admiração pela polícia do que eu – mas, como se pode disparar tiros a esmo?”, questionou o ministro antes da sessão desta quinta do STF.

Para o ministro, “podia ter sido um morticínio gigantesco”. Segundo ele, o movimento é “ilegal e tem que ter consequências tanto na Justiça comum quanto na criminal”.

Lewandowski

O ministro Ricardo Lewandowski também comentou a questão e disse que o movimento dos policiais militares “é um perigo para as instituições”. “Como ministro do Supremo Tribunal Federal, acho que é extremamente preocupante uma greve de policiais militares ou qualquer corporação armada. É constitucionalmente vedado que corporações armadas façam greve”, declarou.

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