Com polêmica da nova CMPF, Paulo Guedes demite secretário da Receita Federal


O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, estava no cargo desde o começo do governo Bolsonaro. (Foto: Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, demitiu o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, nesta quarta-feira (11). O secretário atuava no cargo desde o início do governo de Jair Bolsonaro. Quem assumiu o cargo, interinamente, foi o auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto.

Cintra é considerado um grande defensor da proposta de criação de uma nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que enfrenta resistência no Congresso. Sua saída acontece em meio à polêmica sobre o novo imposto, e o motivo da queda foi a divulgação antecipada de estudos para uma nova reforma tributária, incluindo a cobrança de uma taxação nos moldes antigos da CPMF. Em nota, o ministério afirmou que ainda não há um projeto tributário finalizado, e que a equipe econômica está trabalhando nisso.

Confira o comunicado do Ministério da Economia na íntegra:

O Ministério da Economia comunica o pedido de exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Esclarece ainda que não há um projeto de reforma tributária finalizado. A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento. A proposta somente será divulgada depois do aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro. O ministro Paulo Guedes agradece ao secretário Marcos Cintra pelos serviços prestados. O auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto assume interinamente o cargo.

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, a queda do secretário se deu por conta de uma tentativa de Marcos Cintra de recriar a CPMF. Confira o tweet do presidente:

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