Ministro promete Unidades Básicas de Saúde informatizadas até fim de 2018

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta segunda-feira (14), que todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) estarão informatizadas até o final do próximo ano. O ministro já havia afirmado sexta-feira (11) que em cerca de um mês os prefeitos de todo o Brasil terão à disposição um cadastro de empresas credenciadas para informatizar os prontuários médicos de todos os pacientes.

Segundo Barros, todas as UBSs devem passar pelo processo, que inclui a implantação do prontuário eletrônico dos pacientes.
As medidas para modernização do SUS incluem ainda mais interatividade com os pacientes que, por meio do aplicativo E-Saúde, vão poder inclusive avisar quando não for possível comparecer a uma consulta.

“Hoje, financiamos doença e temos passar a financiar saúde. Investir em prevenção e promoção será a palavra de ordem. Sabemos que, em 30% das consultas, as pessoas não comparecem. Elas poderão confirmar com o smartphone”, explica Barros.

Para informatizar as UBSs, o ministério deve fazer um contrato com duração de 60 meses, que será pago mensalmente.

“O prontuário eletrônico terá todas as informações do paciente, acessível por um médico em qualquer ligarmos Brasil, não apenas na unidade em que ele foi atendido, como acontece hoje. De posse desses dados, vamos mudar a forma de financiar a saúde. Vamos deixar de financiar a doença e passar a financiar a prevenção e a atenção básica”, disse Barros, segundo quem a meta estipulada pelo governo federal é concentrar 80% dos atendimentos nas unidades básicas, como postos de saúde e UPA (Unidades de Pronto Atendimento).

Barros ressaltou que a informatização incluirá o cadastramento biométrico de pacientes e funcionários, o que segundo ele é fundamental para a otimização dos recursos investidos em saúde.

“Há resistência de corporações à biometria, mas é um caminho sem volta. Teremos maior controle sobre os trabalhadores do setor e poderemos exigir o cumprimento integral da carga horária dos 67 mil médicos que hoje atendem pelo SUS”, garantiu Barros.

Em sua apresentação, o ministro apresentou ainda o projeto de criação de uma fila única para procedimentos cirúrgicos, cuja posição também poderá ser consultada por smartphones.

Avanços na Política Nacional de Atenção Básica

Ricardo Barros, apresentou na quinta-feira (10) uma série de novas propostas que visam melhorias na PNAB (Política Nacional de Atenção Básica). A revisão da PNAB tem como objetivo reforçar a estratégia Saúde da Família como modelo prioritário para ampliação e resolutividade da Atenção Básica, respeitando as diferentes realidades de cada região. Para ouvir sugestões de gestores, usuários, profissionais de saúde, entre outros, o Ministério da Saúde abriu uma consulta pública, que encerrou na quinta-feira. Até o momento, foram recebidas mais de 5,5 mil contribuições para a melhoria da Política.

A nova proposta deve ampliar a resolutividade na Atenção Básica, que, atualmente, soluciona cerca de 80% dos problemas de saúde da população, diminuindo a busca por atendimentos na rede de urgência e emergência. O gestor poderá compor a equipe das Unidades Básicas de Saúde) de acordo com a realidade e necessidade do município, ampliando o acesso a serviços básicos de saúde para toda a população brasileira. A consulta pública traz contribuições para esses modelos.

Entre as novidades, está a flexibilização de atuação das equipes da Saúde da Família (ESF), facilitando o trabalho e ações desempenhados pelos profissionais. Os agentes de saúde serão qualificados para realizar ações comuns nos domicílios que receberem a visita. A medida prevê a possibilidade do Agente Comunitário de Endemia (ACE) compor as equipes com ACS (Agentes Comunitários de Saúde), integrando as ações de Vigilância em Saúde com Atenção Básica. A mudança permite atendimento integral nas comunidades, dobrando a produtividade das equipes, ajustados às condições de saúde de cada região. Outra mudança, é que, além das equipes de Saúde na Família, os ACS passarão a apoiar outras equipes da Atenção Básica. Atualmente, existem 49 mil ACE e 260,7 mil ACS.

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