MP diz que grupo no gabinete de Flávio desviava salários

(Foto: Ricardo Moraes| Reuters)

A quebra de sigilos bancário e fiscal na investigação sobre as movimentações financeiras do filho do presidente da República, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) atinge ao menos cinco ex-assessores de Jair Bolsonaro. A quebra do sigilo foi autorizada, após o Relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro apontar indícios que Flávio comprou e vendeu imóveis para lavar dinheiro. O Ministério Público também levantou indícios que ligam um esquema criminoso ao gabinete do senador quando ele era deputado estadual.

Os cinco assessores trabalharam tanto no gabinete do pai, na Câmara dos Deputados, como no do filho, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As operações se davam via depósito e saques em dinheiro vivo, em data próxima ao pagamento de servidores da Assembleia, onde Flávio foi deputado durante 16 anos.

O documento do Ministério Público cita três núcleos com divisão de tarefas de crime peculato — subtração ou desvio de dinheiro público por abuso de confiança — e de lavagem de dinheiro.

  • O primeiro núcleo nomeava pessoas para ocupar cargos em comissão na Alerj em troca do repasse de parte dos seus salários, prática conhecida como “rachadinha”;
  • O segundo recolhia e distribuía os recursos públicos desviados do orçamento da Alerj, “cuja destinação original deveria ser a remuneração dos cargos”;
  • E o terceiro seria formado “pelos assessores que concordaram em ser nomeados sob compromisso de repassar mensalmente parte de seus salários”.

De acordo com os promotores, há indícios de que Flávio lucrou mais de R$ 3 milhões com as negociações. Flávio Bolsonaro publicou em sua rede oficial do Twitter que informações vazadas não são verídicas, confira:

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