Novamente presos são mantidos em delegacias por falta de vagas em presídios na Região Metropolitana

Cerca 80 presos aguardavam, nessa terça-feira, vagas no sistema prisional, conforme balanço da Polícia Civil gaúcha. As delegacias do Vale do Sinos eram as que registravam maior número de presos, 20 em São Leopoldo (sendo oito no ônibus da Brigada Militar) e 14 em Novo Hamburgo.

Problema antigo

Em 16 de novembro do ano passado, em razão da falta de vagas em presídios e delegacias no Estado, um micro-ônibus da BM estava sendo utilizado para abrigar presos em Porto Alegre. O veículo encontrava-se estacionado em frente ao Palácio da Polícia, na avenida Ipiranga.

À época, o 21º BPM (Batalhão de Polícia Militar) informava que o micro-ônibus era utilizado somente em operações especiais e fora escolhido para abrigar os detentos para evitar que eles ficassem dentro de viaturas, prejudicando o policiamento na Capital.

No ano passado, presos eram mantidos em viaturas da BM e até algemados em uma lixeira em frente ao Palácio da Polícia devido à falta de vagas.

CNJ diz que há menos presos

Um levantamento coordenado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) desde o ano passado revela indícios de que a população carcerária nacional pode estar superestimada. O motivo seria a imprecisão na forma usada pelos Estados para contar os presos. Em alguns casos, o detento é colocado em liberdade, mas a instituição não o retira imediatamente do sistema. Em outras situações, há transferência para um Estado diferente, e o preso é contabilizado duplamente. Há, inclusive, presídios que contam os detentos de acordo com o número de refeições fornecidas no local. O número mais recente do governo federal é que havia 726.712 presos no País em junho de 2016.

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