Novos prefeitos das principais capitais brasileiras assumem com discurso de austeridade

Rafael Greca, de Curitiba, passou mal na véspera da posse. (Foto: Reprodução)

Em um momento no qual o País atravessa uma grave crise financeira e muitos Estados e municípios estão em colapso financeiro, os discursos de posse dos novos prefeitos das principais capitais brasileiras foram marcados, neste domingo, por promessas de austeridade financeira e maior eficiência na gestão pública.

Dos novos chefes dos Executivos municipais, a maioria reclamou da situação das contas entregues pelo antecessor no cargo e alguns chegaram a anunciar iniciativas para promover o ajuste das finanças locais.

Em Porto Alegre, Nelson Marchezan admitiu a possibilidade de atraso no pagamento de salários do funcionalismo municipal. “É evidente que há um grande risco de que, sem as receitas de IPTU e com as dificuldades que se apresentam, somadas às despesas pendentes, existe a chance de atrasar salários”, frisou à imprensa, antes da cerimônia de posse.

No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella falou em “cautela” e ressaltou que a orientação geral é a contenção de despesas. “É proibido gastar”, declarou. “Não vou prometer o que não posso cumprir.” Já o novo mandatário paulistano, João Doria, prometeu “eficiência e inovação” e uma gestão “à frente de São Paulo”.

Em Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil disse que a prefeitura terá de abrir mão de gastos desnecessários e cortar cargos. “Tenho certeza que conseguiremos governar para quem precisa e isso também significa abrir mão de cargos e empregos, disse ele aos vereadores.

Já Rafael Greca, de Curiiba (PR), ironizou o fato de ter sido atendido no hospital, na véspera da cerimônia, devido a uma crise de ansiedade e falta de ar: “Ontem, eu tive que tirar um retrato do coração para convencer e tomar posse.” Em Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB) defendeu a necessidade de atuação conjunta com os setores comunitários e empresariais.

Reeleito em Natal (RN), Carlos Eduardo Alves salientou que a sua prioridade será pagar em dia os servidores e demais contas, além de voltar investir na cidade. “Estamos passando pela mais forte recessão econômica, com consequências difíceis para todos”, argumentou ao utilizar o microfone.

Em Recife (PE), o também reeleito Geraldo Julio definiu como prioridade “manter os serviços”. Em Teresina (PI), Firmino Filho destacou o seu plano de ampliar a arrecadação municipal para mais 15 milhões de reais. Em Salvador (BA), ACM Neto defendeu a necessidade de diálogo com a oposição para contornar a crise.

Em Fortaleza (CE), Roberto Cláudio falou em investimentos por meio de parcerias com o setor privado, mesmo teor do discurso de Rui Palmeira em Maceió (AL).

 

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