O Canadá aprovou o uso emergencial da vacina de Oxford contra a covid-19

As autoridades de saúde do Canadá aprovaram, nessa sexta-feira (26), a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca contra a Covid-19.

Esta é a terceira autorização para uso emergencial dada pela agência reguladora canadense, que já aprovou, desde o fim do ano passado, as vacinas da Pfizer-BioNTech e da Moderna.

O Canadá assinou um acordo de compra de mais de 20 milhões de doses da vacina de Oxford, além da oferta de mais 1,9 milhão desta vacina pelo consórcio mundial Covax.

“As primeiras 500 mil doses serão entregues ao Canadá nas próximas semanas e rapidamente estarão prontas para distribuição nas províncias e territórios”, disse o governo do país.

A vacina de Oxford é uma das duas que já estão sendo aplicadas no Brasil – a outra é a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac –, depois de obterem autorização de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Reino Unido

O Reino Unido vai começar a vacinar pessoas com idades entre 40 e 49 anos contra a covid-19 a partir da metade de abril, anunciou nessa sexta o comitê científico responsável pela campanha de imunização no país.

O governo do primeiro-ministro Boris Johnson disse, no entanto, que a vacinação deste grupo vai depender de que todos os britânicos com mais de 50 anos, profissionais de saúde e pessoas com problemas pré-existente estejam imunizados.

O serviço público de saúde do Reino Unido (NHS, da sigla em inglês) já vacinou cerca de 28% da população do país desde o início da sua campanha, em dezembro do ano passado.

O NHS também começou, nesta semana, a vacinação de pessoas com doenças pré-existentes, independente da idade.

O comitê examinou a possibilidade de priorizar determinadas profissões, como policiais ou professores, durante esta fase da campanha de vacinação, mas concluiu que a idade deve continuar sendo o fator principal no esforço para reduzir as hospitalizações e as mortes por covid-19.

Orientar a campanha de acordo coma idade “será simples e a simplicidade é um dos elementos chave do programa em termos de rapidez e êxito”, explicou o professor Wei Shen Lim, membro do comitê, em uma entrevista coletiva.

Mudar a estratégia para concentrar-se em determinadas profissões “seria mais complexo e poderia provocar mais atrasos”, afirmou, ao destacar que “a rapidez é crucial”.

Após a vacinação do grupo iniciado em abril, a vacinação seguiria para pessoas com idades entre 30 e 39 anos e, por último, aos adultos de entre 29 e 18 anos. Os menores de idade não serão vacinados no momento.

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