O governo do Rio Grande do Sul está alertando para as versões falsas sobre a venda de ações do Banrisul

Ao contrário de versões infundadas da oposição e de setores diretamente interessados, a decisão de venda das ações do Banrisul, em suas últimas duas operações (dias 10 e 27 de abril), foi transparente e bem-sucedida, afirmou em nota o governo do Estado. As ofertas públicas teriam cumprido absolutamente todas as regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da legislação aplicável.

O Piratini informou que o valor de aquisição ficou bem acima do que previam alguns analistas, superando, inclusive, o valor do patrimônio líquido. O resultado, diz a nota, preserva o interesse público do Estado do Rio Grande do Sul e consolida a posição do banco no mercado, devido à solidez de seus resultados. Além disso também cumpriria, ainda, a decisão do governo de não vender as ações do banco a qualquer preço.

Segundo o governo, é inverídica a informação de que apenas um comprador “levou 70% das ações ofertadas”. Mais de 350 investidores, aí incluídas inúmeras pessoas físicas, adquiriram ações no dia do leilão, o que comprovaria a absoluta lisura e transparência do processo.

“Assim como foi feito até aqui, o governo do Estado continuará observando todas as regras técnicas e fornecendo todas as informações necessárias aos órgãos de controle. É preciso alertar a população de que interesses políticos e financeiros eventualmente contrariados tentam criar versões falsas sobre este assunto. O governo continuará buscando o equilíbrio financeiro do Estado e preservando, como acionista majoritário, o papel econômico-social exercido pelo Banrisul”, finaliza a nota.

Plebiscito

O governador em exercício José Paulo Cairolli reuniu todos os secretários, no final da manhã de quinta-feira (3), para tratar das ações do governo sobre o projeto de consulta popular para privatização ou federalização de estatais. A proposta de plebiscito sobre o futuro das empresas do Estado está em apreciação pelos deputados na Assembleia Legislativa. A intenção do governo é que o plebiscito seja realizado em outubro deste ano.

Na semana passada, o governo do Estado enviou ao Parlamento projeto de lei autorizando que a consulta seja aprovada até 90 dias antes da eleição, equiparando, desta forma, a legislação estadual à resolução do Tribunal Superior Eleitoral. O governador em exercício lembrou que não há saída para o Estado sem a privatização de alguma das três empresas em questão (CEEE, Sulgás e CRM) e que a medida está dentro do programa de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal.

Na reunião, o chefe da Casa Civil, Cleber Benvegnú, lembrou que o governo já vem alertando sobre a necessidade de diminuir o tamanho do Estado e sobre um problema real a ser enfrentado para a manutenção da CEEE, CRM e Sulgás.

Sobre as empresas, a secretária de Minas e Energia, Suzana Kakuta, apresentou informações relativas à gestão e aos mercados de atuação das estatais. Disse que as três empresas têm perfis distintos, atuam em mercados diferenciados e estão com a capacidade de crescimento aquém do possível, devido às dificuldades de aportes de recursos pelo Tesouro.

Em 2017, o governador José Ivo Sartori encaminhou ofício ao presidente da Assembleia com o pedido de autorização para a convocação de plebiscito ainda no ano passado. Já neste ano, foram encaminhadas três PECs, novamente tratando sobre Sulgás, CRM e CEEE.

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