O governo gaúcho ampliou a vacinação contra a febre amarela para a região do litoral

A SES (Secretaria da Saúde) do Rio Grande do Sul recomenda a vacinação prioritária contra a febre amarela à população de 34 municípios, localizados no Litoral, que anteriormente não faziam parte da área de imunização e controle da doença. Os municípios são: Aceguá, Arroio do Padre, Arroio do Sal, Arroio Grande, Balneário Pinhal, Candiota, Capão da Canoa, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Cidreira, Dom Pedro de Alcântara, Herval, Hulha Negra, Imbé, Jaguarão, Mampituba, Morrinhos do Sul, Morro Redondo, Mostardas, Palmares do Sul, Pedras Altas, Pedro Osório, Pelotas, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, São José do Norte, Tavares, Terra de Areia, Torres, Tramandaí, Três Cachoeiras, Turuçu e Xangri-Lá.

Com essa medida, a vacinação será ampliada para todos os municípios do Rio Grande do Sul. A estratégia adotada pela SES é preventiva em função do surto de febre amarela que atinge os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia.

De acordo com o secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis, a cobertura vacinal no Estado atinge hoje cerca de 70% da população. “Quem ainda não se vacinou pode procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência, de forma tranquila e sem pânico”, recomenda Gabbardo. Ele salienta que “para as pessoas que estão planejando viajar para os Estados com surto da doença, a orientação é fazer a vacina dez dias antes da viagem”.

Gabbardo informa que quem já foi imunizado não precisa de dose de reforço. Gestantes, idosos e imunodeprimidos devem avaliar com seu médico os riscos e benefícios da imunização. A vacina contra a febre amarela integra o Calendário Nacional de Vacinação e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde.

Doença

A febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são inespecíficos, como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente.

Em poucas horas – no máximo, um ou dois dias – reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café. Os casos de febre amarela no Brasil são classificados como silvestre ou urbana, uma vez que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti.

Desde 1942 não é registrado nenhum caso no Brasil.

Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.

 

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