O Ministério Público Federal questionou o ministro da Fazenda por ter recebido no exterior 220 milhões de reais do grupo JBS/Friboi

O MPF (Ministério Público Federal) questionou o ministro da Fazenda,Henrique Meirelles, sobre o recebimento de aproximadamente R$ 220 milhões no exterior por sua empresa de consultoria, a HM&A. A Procuradoria enviou a Meirelles três perguntas sobre o assunto. Quis saber quais empresas efetuaram pagamentos à consultoria, o que motivou os depósitos e a razão de eles terem ocorrido no exterior.

O ministro disse ao MP que cumpriu a legislação à risca. Explicou que o grupo J&F foi a único a fazer depósitos na conta da HM&A no exterior em razão da “efetiva prestação de serviços contratados na forma da lei” e antes de tomar posse, em maio de 2016. Disse ainda que o contrato com o J&F previa o pagamento em dólar e que houve determinação para que a HM&A não mais prestasse serviços quando assumiu o cargo público.

Diante das respostas de Meirelles, a Procuradoria determinou o arquivamento da apuração. A manifestação foi enviada a uma das câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, encarregada de confirmar ou não o arquivamento.

Nas redes sociais

A poucos meses de decidir se sairá candidato à Presidência da República, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ampliou sua atuação em redes sociais e abriu uma página no Facebook, depois de ter criado um perfil no Twitter.

“Caros, agora estou também no Facebook. Me acompanhem por lá”, escreveu Meirelles no Twitter.
Filiado ao PSD, Meirelles reiterou por diversas vezes nos últimos meses que aguardará até abril para decidir se disputará em outubro a cadeira atualmente ocupada por Michel Temer. Até lá, repete o ministro, sua atenção está totalmente concentrada na economia brasileira.

Vence em abril o prazo legal para que a maioria dos ocupantes de cargos públicos deixem os postos para saírem candidatos.

Na prática, a possibilidade de Meirelles voltar à política ocupa não apenas perguntas de jornalistas, mas também sondagens de investidores que pedem “sem parar” que ele concorra ao Palácio do Planalto, disse o ministro em entrevista na manhã desta terça-feira, segundo arquivo de áudio disponibilizado pelo ministério da Fazenda.

Uma equipe com pessoas ligadas à Fundação Getulio Vargas (FGV) orienta Meirelles e, entre outras tarefas, monitora as repercussões sobre suas ações em redes sociais desde o ano passado. Este grupo de auxiliares monitora as redes e planeja a divulgação de conteúdo do ministro.
Antes de passar os oito anos de mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Banco Central, Meirelles foi eleito o deputado federal mais votado em Goiás, pelo PSDB.
Meirelles avalia, entre outros fatores, se teria chances reais de ganhar o pleito para decidir sua candidatura.

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