O prefeito de Porto Alegre pediu o Exército e a Força Nacional para o dia do julgamento de Lula

A prefeitura de Porto Alegre solicitou ao governo federal a convocação do Exército e da Força Nacional para garantir a segurança da população e a preservação do patrimônio público durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 deste mês, na Capital.

Ofícios assinados pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior foram enviados ao presidente Michel Temer e ao ministro da Defesa, Raul Jungmann. Ele também pediu ao governador José Ivo Sartori e ao secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, a mobilização da Brigada Militar e da Polícia Civil.

O julgamento será realizado no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), na área central da cidade. “Diante das articulações explícitas para ocupação dos espaços públicos por milhares de integrantes de movimentos políticos e sociais, é nosso dever requerer a atuação das forças de segurança para preservar a integridade dos cidadãos e do patrimônio coletivo. A cidade precisa ter garantido seu funcionamento regular nesse período”, justificou Marchezan.

O tribunal julgará um recurso da defesa do pestista, que foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP), no litoral de São Paulo. A sentença foi dada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato em primeira instância.

Lula comunicou a dirigentes do PT que vai comparecer ao seu julgamento no TRF-4. Ele deve chegar à Capital gaúcha no dia 22 ou 23 e participar das manifestações preparadas pelo PT. A direção do partido prepara um grande ato de recepção a Lula no próprio dia 24, na volta do petista a São Paulo.

No dia seguinte, a executiva nacional do PT fará uma reunião ampliada para reafirmar a candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto nas eleições de 2018, seja qual for o resultado do julgamento.

O ato de recepção em São Paulo deve ser o ponto alto das mobilizações organizadas pelo PT e movimentos sociais que defendem o direito de o ex-presidente ser candidato. Além da recepção, o PT prepara uma onda de eventos que começará no dia 13, com um “dia nacional de mobilização”, e vai até o dia seguinte ao julgamento. Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República em 2018.

No dia 23, a presidente cassada Dilma Rousseff vai participar da abertura de uma vigília no Parque Harmonia, em frente ao TFR-4. Há cerca de duas semanas, a Justiça Federal decidiu proibir um acampamento que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) pretendia fazer no parque, mas liberou o local para manifestações, com preferência para os grupos que apoiam o ex-presidente. O MST negocia com as autoridades da Capital gaúcha outro local para o acampamento.

Nelson Marchezan Jr. (Foto: Banco de Dados)

 

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