Onze pessoas foram presas em uma operação contra homicídios e tráfico de drogas na Serra Gaúcha

Sete homens e quatro mulheres foram presos pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (11), em São Marcos, na Serra Gaúcha, durante a Operação Parceiros, que teve como objetivo combater os crimes de homicídio e tráfico de drogas no município.

Todos os detidos tiveram mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça e estão envolvidos com a venda de entorpecentes, segundo a Polícia Civil. A participação deles em homicídios ocorridos na cidade ainda será investigada pela polícia. Desde o início deste ano, pelo menos 14 assassinatos ocorreram em São Marcos.

Além desses indivíduos, outros quatro bandidos já se encontram presos em Caxias do Sul por envolvimento nos crimes investigados. A investigação, segundo o delegado Edinei Albarello, já dura cerca de dois meses. “Parte dos presos integra uma única família que tem forte atuação junto a esse grupo”, afirmou.

No total, a operação desta quinta-feira cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão. Participaram da ação 40 policiais civis de Caxias do Sul, São Marcos, Farroupilha, Flores da Cunha e Nova Petrópolis.

Cigarros

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã de quarta-feira (10), a Operação Pancada para desarticular duas grandes organizações criminosas investigadas por comercializarem cigarros contrabandeados ou distribuídos com sonegação de tributos no Rio Grande do Sul. Dezoito pessoas foram presas.

Cerca de 250 policiais federais cumpriram 16 mandados de prisão e 66 de busca e apreensão em municípios do RS e de Santa Catarina. A investigação iniciou em março de 2018, quando a PF descobriu um depósito em Rio Grande, no Litoral Sul do RS, com 380 mil maços de cigarros estrangeiros, avaliados em R$ 2 milhões. Na ocasião, quatro pessoas foram presas em flagrante.

A apuração constatou a atuação de organizações criminosas que distribuíam, na Região Sul do RS, cigarros contrabandeados e também produzidos clandestinamente no Brasil, de marcas idênticas às paraguaias. O preço do produto falsificado, muitas vezes, era inferior ao do cigarro contrabandeado.

Estima-se que as quadrilhas movimentavam mais de R$ 2,5 milhões por mês com a distribuição de meio milhão de maços de cigarros na região. A investigação teve o apoio da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Do total de mandados de prisão da operação deflagrada na quarta-feira, 15 foram cumpridos em Rio Grande e um em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nessas cidades e em Pelotas, Cachoeirinha, Alvorada, Porto Alegre, Barão do Triunfo, Canoas, Esteio, Caxias do Sul, Agudo, Cachoeira do Sul e Maracajá (SC).

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