Operação da Polícia Civil combate lavagem de dinheiro e jogos de azar no RS e em mais dois Estados

Foram cumpridas 95 ordens judiciais no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro, do Departamento Estadual de Investigações Criminais, com o apoio das Polícias Civis de Rio de Janeiro e São Paulo, deflagrou na manhã desta terça-feira (15) a Operação Imperatore.

O objetivo da operação é a busca de outras provas e elementos de prova, além das que já constam no pertinente inquérito policial, sobre investigação da prática, em tese, dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e das contravenções penais de jogo do bicho e jogos de azar.

De acordo com o delegado Marcus Viafore, a operação é resultado de um ano e quatro meses de investigação, originária de informações que foram encaminhadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Conforme a investigação, há suspeitas da existência de um complexo esquema de reciclagem de capitais oriundos do jogo ilegal, liderado por um suspeito que atua há, pelo menos, duas décadas na prática contravencional.

De início, descobriu-se que há intensa atividade envolvendo jogos ilegais por parte dos investigados. Da mesma forma, pelo que se viu, o líder da organização criou uma empresa em nome de sua esposa e filhas para “blindar” seu patrimônio, justamente para evitar que fosse alvo de investigações.

Além dessa, descobriu-se que o investigado é sócio ou administrador de fato (sem constar no quadro social) ou de direito, de mais cinco empresas, nas áreas de depósito de mercadorias ou móveis para terceiros, agenciamento e gestão de carreira de jogadores de futebol, locação de veículos e agenciamento de atores para fornecimento de figurantes e atuação para produções de TV, cinema e publicidade, esta última com sede na cidade de Rio de Janeiro/RJ, as quais transacionam entre si. Há indícios de que essas empresas são usadas para lavar o capital sujo dos jogos ilegais. Essa organização é composta por um líder, operador financeiro, gerente da banca, laranjas e diversos arrecadadores.

Nessa fase da investigação foram cumpridas 95 ordens judiciais, sendo elas o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão (25 no Rio Grande do Sul, 3 no Rio de Janeiro e 1 em São Paulo), restrição de transferência de 24 veículos, entre esses vários de luxo, a indisponibilidade de 9 bens imóveis nas cidades de Porto Alegre, Xangri-lá e Rio de Janeiro (na Barra de Tijuca), além de outros que forem encontrados nos respectivos registros imobiliários, e bloqueio de contas de 33 investigados. Os valores dos bens constritos, não computados os valores bloqueados em conta bancária, perfazem o montante de aproximadamente 17 milhões de reais.

Celulares, anotações e controle de apostas de jogo do bicho, notebooks, dinheiro e documentos das empresas dos investigados foram apreendidos. O material apreendido será analisado para dar continuidade às investigações.

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