“Oportunismo e covardia”, diz Gilmar Mendes sobre Janot revelar que pensou em matá-lo


(Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Na manhã desta sexta-feira (27), um dia após o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot revelar que pensou em matá-lo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, comentou sobre o caso. Em nota, o ministro confessou estar “surpreso” com a revelação e recomendou que o ex-chefe da PGR procure ajuda psiquiátrica. “Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica. Agora ele revela que eu corria também risco de morrer”, disse.

Em entrevista ao Estadão nesta quinta (26), Janot disse que entrou uma vez no STF armado com uma pistola com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes em razão de insinuações que ele teria feito sobre a filha de Janot em 2017. O ex-chefe da PGR afirmou que o plano era matar Gilmar Mendes antes do início da sessão no plenário do STF e depois suicidar-se.

Mendes chamou a situação de “oportunismo e covardia”, já que “buscava apenas o livramento da pena que adviria do gesto tresloucado”. Ainda segundo a nota, o ministro lamentou o fato de que “uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas”. “Recomendo que procure ajuda psiquiátrica. Continuaremos a defender a Constituição e o devido processo legal”, completou.

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