Petistas minimizaram a declaração da presidente do partido, que falou em “matar gente” se Lula for condenado

Após a declaração da senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, de que será necessário “matar gente” para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja preso, dirigentes da sigla buscaram minimizar a fala da parlamentar.

“Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”, afirmou Gleisi, em entrevista ao site “Poder360”, em alusão a eventual condenação do líder petista pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre), no dia 24.

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, considerou a declaração infeliz, mas minimizou o seu teor. “Haverá uma comoção social. Vamos ficar chateados. Eu mesmo, se o Lula for preso, vou morrer do coração”, reagiu Okamotto.

Ainda segundo ele, não há qualquer orientação de endurecimento às vésperas do julgamento. “Infelizmente, não haverá uma revolução”, lamentou. “Mas vamos insistir na via institucional. Isso não significa entrar com uma ação na Justiça e ir para casa de braços cruzados.”

Para o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), a fala de Gleisi foi mera força-de-expressão: “Não tem sentido literal, nem relevância”. Já o seu colega Carlos Zarattini (SP) opinou que Gleisi sofreu de “ansiedade cibernética”, fruto de tentativa de se mostrar proativa na internet.

Após sua declaração causar polêmica, a senadora recorreu às redes sociais para se justificar: “Usei uma força de expressão para dizer o quanto Lula é amado pelo povo brasileiro. É o maior líder popular do país e está sendo vítima de injustiças e violência que atingem quem o admira. Como não se revoltar com uma condenação sem provas?”.

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