Petrobras aumenta preço da gasolina em cerca de 8% nas refinarias

Preço médio do litro subiu R$ 0,17. (Foto: Washington Alves/Petrobras)

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (8) um aumento de cerca de 8% no preço da gasolina a ser vendido pelas refinarias para as distribuidoras. Com isso, o preço médio do litro do combustível subiu R$ 0,17 e passará a ser de R$ 2,25 a partir desta terça-feira (9). Já o óleo diesel aumentou cerca de 6% (R$ 0,13 por litro) e passará a custar R$ 2,24 também a partir de amanhã (9).

O GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de botijão, também terá aumento no preço: cerca de 5% (R$ 0,14 por kg). Com o reajuste do preço, o gás de botijão passará a custar 2,91 por kg (ou R$ 37,79 por 13 kg).

“Importante ressaltar que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, informa nota divulgada pela empresa.

Aumento de até 12%

Mais cedo foi divulgado que o preço da gasolina na bomba poderia sofrer um reajuste de até 12% nos próximos 15 dias, influenciado pelo desempenho do custo do barril do petróleo nos mercados interno e externos. A previsão foi feita pela Ativa Investimentos, que também previu que o aumento poderia ser aplicado de forma fracionada, ou seja, parcelado em duas vezes.

Desde 2016, quando a Petrobras retomou a política de acompanhar preços internacionais, a previsibilidade de seus reajustes, aumentou. A consultoria também prevê que o reajuste na refinaria tenha impacto no IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo) de março.

Na última sexta-feira (5), o valor do barril do petróleo girava em torno de US$ 60 (R$ 323,02). A metodologia aplicada pela consultoria para o cálculo do reajuste vem permitindo uma margem constante de acertos desde setembro de 2020.

José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sincopetro-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), confirma a tendência de alta no preço da gasolina devido à defasagem no no mercado interno.

Rodrigo Zingales, diretor executivo da Abrilivre (Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres), afirma que além da decisão da Petrobrás, outros fatores afetam o custo da gasolina: ICMS; Preço do etanol; Preço do biodiesel; e Custo nas distribuidoras.
Distribuidoras como a Shell, Ipiranga e BR, que têm exclusividade na comercialização para seus postos, podem elevar o preço da gasolina em 20%, e os postos serão obrigados a comprar delas.

Conforme Adriano Pires, economista e diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), a política de reajuste da Petrobras está correta, por seguir a tendência do mercado internacional. Se o valor aumenta no mercado, a empresa precisa reajustar aqui e certamente haverá reflexo na bomba.

A elevação no preço do barril do petróleo reflete no valor da gasolina e do diesel por causa da defasagem sofrida em 2020 devido à pandemia do coronavírus. Segundo o centro, o preço dos combustíveis deve subir mais no Brasil em 2021 com a retomada da economia mundial impulsionada pela chegada das vacinas.

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