PGR, Câmara e Planalto acertam verba do Fundo da Lava Jato para Amazônia Legal


Cerca de 1 bilhão de reais será disponibilizado para a Amazônia Legal. (Foto: Reprodução/Greenpeace)

Por meio da Advocacia-Geral da União, a Procuradoria-Geral da República, a Câmara dos Deputados e o Palácio do Planalto fecharam um acordo, nesta quinta-feira (05), sobre a utilização de cerca de R$ 1 bilhão do Fundo da Lava Jato para proteger a Amazônia. O dinheiro deve ser aplicado no combate às queimadas e na prevenção do desmatamento. Desse valor, R$ 630 milhões serão geridos pelo governo federal e R$ 430 milhões serão destinados aos governos dos estados da Amazônia Legal, que abrange nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

O Fundo da Lava Jato é resultado de uma negociação entre a Operação, o Ministério Público, a Petrobras e os Estados Unidos, afim de barrar possíveis desvios que teriam acontecido e prejudicado investidores norte-americanos. O texto prevê também a destinação de cerca de R$ 1 bilhão para a pasta da Educação, outros R$ 250 milhões para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além de R$ 100 milhões para ações socioeducativas dentro da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Amazônia
A Amazônia teve mais chuvas, mais queimadas e mais alertas de desmatamento entre janeiro e agosto em 2019 do que o registrado nos mesmos meses desde no ano de 2016. O período de análise só vai até 2016 porque o sistema de monitoramento de desmate mudou, e não permite comparações mais antigas. Os números, que foram divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) vão contra as declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambienta, Ricardo Salles.

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