Polícia Civil prende uma das maiores quadrilhas de ladrões de gado do Rio Grande do Sul

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (08), a Operação Castelo, em Pelotas, no Sul do Estado, para combater o abigeato. Durante a ação, 14 bandidos foram presos, entre eles o líder da quadrilha de ladrões de gado.

Materiais utilizados para a prática do crime, como facas, moedores de carne e balança, foram apreendidos. Segundo os delegados Adriano Linhares, Márcio Steffens e Luis Eduardo Benites, a Operação Castelo é fruto de um ano de investigações da Força-Tarefa de Combate aos Crimes Rurais e Abigeato, onde o alvo foi uma das maiores e mais bem estruturadas organizações criminosas de abigeato do Rio Grande do Sul.

“Ao longo de décadas, o grupo criminoso, hoje liderado por um dos investigados, furtou milhares de cabeças de gado da Metade Sul do Estado. Estima-se que apenas uma dupla de carneadores furtou mais de 700 animais nos últimos 12 meses, sendo que essa dupla era tratada pelo líder como ‘uma das minhas equipes’”, explicaram os delegados.

Acredita-se que aproximadamente 1.500 bovinos e ovinos foram furtados pelo grupo criminoso no último ano. Utilizando carros roubados, o bando se tornou um dos mais temidos pelos produtores rurais da região. “É uma das principais organizações criminosas responsáveis por inúmeros crimes rurais, principalmente abigeato”, afirmou o chefe de Polícia, Delegado Emerson Wendt.

Com inúmeros ataques em cidades como Bagé, Dom Pedrito, Candiota, Aceguá, Pinheiro Machado, Piratini, Jaguarão, Rio Grande, São Lourenço do Sul, Canguçu, Caçapava do Sul, Jaguarão, Lavras do Sul, Rosário do Sul e Cachoeira do Sul, o bando costumava ser chamado pelos produtores rurais de “Grupo dos Seis”, por carnear, em média, seis animais bovinos por vez. A carne era levada pelos abigeatários para a cidade de Pelotas, onde a organização criminosa era sediada. Na cidade, a carne furtada era vendida para açougues, lancherias, bares e restaurantes.

Entre os 20 alvos dos mandados de prisão decretados pelo Poder Judiciário nessa operação, estão carneadores (indivíduos que iam a campo realizar os furtos), empresários (que receptavam a carne furtada), um advogado (que auxiliava nas ações da organização criminosa) e uma servidora pública da Guarda Municipal de Pelotas (que além de realizar cobranças para o grupo também fornecia informações privilegiadas aos criminosos, como barreiras da polícia).

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