Polícia confirma que há mortos em novo confronto entre presos em cadeia do Rio Grande do Norte

A Polícia Militar confirmou haver mortos depois de um confronto de detentos de facções rivais nesta quinta-feira (19) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior presídio do Rio Grande do Norte. O número exato não foi divulgado.

Entre os feridos estão detentos e também Ivo Freire, diretor da unidade, que se machucou de raspão com estilhaços de um tiro.

Presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz entraram em batalha campal na manhã desta quinta-feira (19). Após subirem em telhados dos pavilhões, membros de duas facções partiram para o confronto. Pedras, barras de ferro e vigas de madeira são arremessadas de um lado a outro. Há informação de feridos. A Polícia Militar está na área externa da unidade. Do alto das guaritas, policiais fazem disparos na tentativa de conter a confusão.

Há fumaça na parte interna, barulhos de tiros e de quebra-quebra no local. Por volta das 11h30min (horário de Brasília) o helicóptero Potiguar I, da secretaria de Segurança Pública do Estado, chegou ao local para auxiliar na operação.

Detentos aparentemente feridos foram transportados em carrinhos de carga. Na quarta-feira (18), 220 membros da facção criminosa Sindicato do RN foram retirados de Alcaçuz, para evitar o confronto com presos do Primeiro Comando da Capital (PCC) que estão no presídio. Ainda há, entretanto, membros do Sindicato no local, além de detentos que não são ligados a nenhuma facção. No total, há cerca de 1,2 mil detentos em Alcaçuz, quase o dobro da capacidade.

No último fim de semana, presos do PCC invadiram a área onde ficam os integrantes do Sindicato do RN. No confronto, 26 detentos morreram.

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