Polícia reconstitui morte de homem que foi agredido e teve corpo incendiado em Vacaria

O crime ganhou repercussão no município em razão da crueldade. (Foto: PC/Divulgação)

Policiais da Delegacia de Polícia de Vacaria fizeram, na tarde desta quinta-feira (3), a reconstituição simulada do homicídio ocorrido na noite de 24 de março deste ano, quando um homem foi agredido e teve o corpo incendiado no Centro da cidade. Os peritos do Instituto-Geral de Perícias de Porto Alegre compareceram no município e, com apoio dos agentes, levaram os suspeitos ao local onde encenaram o crime.

Os suspeitos de 37 e 18 anos foram presos pela PC (Polícia Civil) três dias após o crime e aguardam o julgamento pelo tribunal no Presídio Estadual de Vacaria. Segundo o delegado Anderson Silveira de Lima, a reprodução simulada dos fatos é importante para confrontar as versões divergentes dos réus em relação ao crime.

Caso

Um homem de 62 anos, que perambulava pelas ruas da cidade, foi agredido a socos e pontapés, arrastado pelos cabelos e depois teve o corpo incendiado. Um motorista que passava pelo local tentou apagar as chamas utilizando o extintor de incêndio do automóvel. A vítima, no entanto, não resistiu e  morreu a caminho do Hospital de Vacaria. Na mesma noite, um morador de rua foi espancado, a pontapés, por duas vezes, e teve os calçados, cinta e carteira roubados. Os policiais civis buscaram imagens do monitoramento eletrônico da cidade e em estabelecimentos privados.

Segundo o delegado, a identificação dos criminosos foi feita após a PC liberar vídeos das agressões e do roubo. “A partir daí, com ajuda da comunidade, várias informações chegaram”, relatou o delegado. Um suspeito foi identificado e teve a prisão temporária decretada pela Justiça. Ele admitiu todos os fatos, apenas imputou a um comparsa o incêndio da vítima. Em seguida, policiais civis localizaram o segundo criminoso de 18 anos. Ele também admitiu a participação, mas afirmou que foi o primeiro preso quem ateou fogo na vítima. Ambos permanecem presos.

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