Polônia recua na proibição total do aborto

O vice-primeiro-ministro da Polônia, Jaroslaw Gowin, reconheceu, nesta quarta-feira (5), que os protestos maciços das mulheres, da última segunda-feira, contra a proibição total do aborto fizeram seu partido refletir, e afirmou que o parlamento não aprovará a proibição total do aborto.

Gowin, que também é titular de Cultura, disse que após as manifestações das mulheres “não será aprovado um projeto de lei que proíba o aborto nos casos em que a mulher seja vítima de estupro ou quando sua vida ou sua saúde correrem perigo”.

Uma iniciativa popular que procura a proibição total do aborto na Polônia, com cerca de 500 mil assinaturas, foi admitida a trâmite parlamentar em 23 de setembro. A iniciativa inclui penas de prisão para as mulheres que interrompessem a gravidez voluntariamente.

Na última segunda-feira, milhares de mulheres saíram às ruas nas principais cidades polonesas para protestar contra a possível proibição total do aborto. Coletivos feministas e pró direitos humanos tinham convocado as polonesas a uma greve geral para expressar rejeição à modificação da atual lei.

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