Porto Alegre ganha estrutura para mais 60 leitos para tratamento do coronavírus

A rede pública de saúde de Porto Alegre passará a contar com mais 60 leitos de média complexidade para atendimento a pessoas com Covid-19 a partir de 15 de junho. A entrega da obra anexa ao Hospital Independência ocorreu na manhã desta sexta-feira (29), com a presença do prefeito Nelson Marchezan Júnior. O prédio ficou pronto em 30 dias e é uma parceria dos grupos Gerdau, Ipiranga, Zaffari e Hospital Moinhos de Vento. O investimento é de R$ 10,4 milhões e, após a pandemia, a unidade será entregue à prefeitura. A expectativa é que a operação do centro de atendimento, que será 100% destinado ao SUS (Sistema Único de Saúde), inicie na primeira quinzena de junho.

“Não estamos entregando apenas a obra, é uma entrega maior, um legado extraordinário para a nossa cidade. Obrigado aos parceiros que, neste momento de angústia, estão dando esperança e um tratamento digno aos porto-alegrenses”, disse o prefeito Nelson Marchezan Júnior.

O secretário municipal da Saúde, Pablo Stürmer, ressalta que a unidade construída em tempo recorde oferece uma estrutura qualificada e com mais segurança que um hospital de campanha. “É difícil levar a estrutura de um hospital para uma unidade temporária. Aqui, tivemos a preocupação de ampliar um hospital estruturado que ficará a serviço da rede municipal”, destaca.

Para o diretor de Propósito de Desenvolvimento da Sociedade Sulina Divina Providência – responsável por gerenciar os serviços hospitalares -, Mario Abílio Jaeger Neto, a experiência é positiva e demonstra a vontade dos envolvidos em fazer uma entrega que será definitiva para Porto Alegre. “Foi um exemplo de inovação e um sinal de confiança da prefeitura, que acredita na qualidade do trabalho realizado aqui. Essa unidade nos possibilita ampliar os atendimentos do SUS, com um impacto muito positivo”, afirma.

O presidente da Gerdau Gustavo Werneck diz que o momento pede colaboração e união. “A entrega desse centro de tratamento em Porto Alegre, em tempo recorde na história do País, comprova que juntos podemos moldar um futuro melhor”, observa. Os leitos foram estruturados a partir da técnica de construção modular, criada pela construtech Brasil ao Cubo, que permite entregar obras em caráter definitivo e com velocidade quatro vezes maior que uma construção comum.

Equipamentos

O Hospital Moinhos de Vento é o responsável por fornecer materiais, equipamentos e medicamentos para a operação da nova ala durante a pandemia e por compartilhar práticas de gestão. O CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, destaca a importância de ações colaborativas para enfrentar a pandemia. “São empresas e instituições alinhadas quanto aos seus valores e compromisso com a comunidade que estão entregando uma estrutura que vai ficar de legado para a cidade. Estamos juntos na gestão deste projeto desde o início, compartilhando nossa expertise, e vamos contribuir com insumos, medicamentos e despesas operacionais enquanto perdurar a parceria”, destaca.

Ala de retaguarda

A nova estrutura modular será utilizada como uma ala de retaguarda, recebendo pacientes em fase final do tratamento que já tiveram alta da UTI. Com isso, leitos de alta complexidade ficam liberados para receber novos pacientes. Além dos 60 leitos, o anexo conta com sanitários, posto de enfermagem, salas de serviços, farmácia, rouparia, copa e área técnica, além de uma rampa que fará a integração da nova unidade ao primeiro pavimento do hospital.

Desde o início da pandemia, a prefeitura colocou em prática o Plano Municipal de Contingência para o Novo Coronavírus, que, entre outras medidas, previa a ampliação de leitos. Já foram entregues 40 vagas em UTI no Hospital de Clínicas, 18 de UTI no Hospital Cristo Redentor e 66 leitos clínicos no Hospital Vila Nova.

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