Porto Alegre tem ponto de coleta de doações para Brumadinho

A Prefeitura de Porto Alegre está arrecadando doações para enviar a Brumadinho (MG) como ajuda humanitária aos moradores da cidade após rompimento da barragem. O ponto central de coleta é no Ginásio Tesouinha (avenida Érico Versíssimo, s/n), que abriu neste sábado (26), entre 15h e 19h, e fica até este domingo (27), das 9h às 19h. Quem for à orla do Guaíba durante o Pokémon Go Safari Zone também pode aproveitar a oportunidade para levar os donativos. Há pontos de coleta no Gasômetro, Anfiteatro Pôr-do-sol e Marina, junto às tendas da Niantic. Sempre das 10h às 18h. A organização do evento vai mobilizar os participantes de todo o mundo a colaborarem com a campanha.

A ação é uma determinação do prefeito Nelson Marchezan Júnior e capitaneada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Esporte, com apoio de todas as secretarias de governo. “Vamos fazer a nossa parte, oferecendo um local para receber as doações, mas a ação depende da solidariedade dos porto-alegrenses”, afirma Marchezan.

O secretário de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, consegui o auxílio de uma transportadora que levará gratuitamente a arrecadação até Minas Gerais. A prefeitura não arcará com nenhum custo, mas trabalhará na articulação para auxiliar os atingidos, uma retribuição à solidariedade que recebe quando registra eventos climáticos que geram desabrigados na cidade. A secretária do Desenvolvimento Social e Esporte, Comandante Nádia, convoca a população a ajudar. “A solidariedade em uma situação de emergência não tem fronteiras e não tem sotaques. E Porto Alegre, mais uma vez, se mobiliza na preocupação com o próximo. Sejamos solidários, vamos ajudar Minas Gerais”, pede a secretária.

Todo material doado será bem vindo, mas o foco é para água, alimentos não perecíveis e material de higiene. Para incentivar as doações, os porto-alegrenses podem utilizar a hashtag #POAComBrumadinho nas redes sociais e compartilhar o pedido de socorro com amigos e familiares.

Ação retira moradores da beira do Arroio Dilúvio

A prefeitura, por meio das secretarias de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE), Serviços Urbanos (SMSUrb), Saúde (SMS), Meio Ambiente (Smams) e Segurança (SMSEG), fez a retirada, na manhã deste sábado (26), de algumas pessoas em situação de rua que habitavam às margens do Arroio Dilúvio e arredores do Hospital de Pronto Socorro. Seguindo a preocupação com as pessoas e os padrões de segurança estabelecidos pelos departamentos envolvidos, o trabalho teve participação da equipe técnica da Fasc (Fundação de Assistência Social e Cidadania), Guarda Municipal, DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana), Defesa Civil e com o suporte da Brigada Militar e de videomonitorameto do Ceic (Centro Integrado de Comando da Capital). Os caminhões do DMLU recolheram três toneladas de resíduos, no trecho próximo da Vila Planetário.

Durante a semana, a equipe de abordagem conversou com todas as pessoas que estavam ao longo do arroio oferecendo aluguel social e encaminhamento para vagas de emprego. Apenas duas aceitaram. As demais disseram preferir ficar na rua.

“O maior objetivo a preservação do ser humano. Sabemos que a área do Arroio Dilúvio é de risco, por isso a presença da Defesa Civil”, explica a secretária a secretária da SMDSE, Comandante Nádia. “Estamos oportunizando às pessoas que tenham uma vida mais digna, por meio do aluguel social e do trabalho. Não é uma ação isolada e sim planejada estrategicamente”. Ela ressaltou o contato prévio das equipes de abordagem social realizado ao longo da semana com as pessoas do local. “Esta não é uma operação isolada. A fiscalização vai continuar e faremos outras ações conjuntas, em outros locais da cidade”, conclui.

A população encontrada no local e suas características já são conhecidas pelas equipes de abordagem social, profissionais que realizam o trabalho de aproximação, atendimento e encaminhamentos na região. Importante destacar que o serviço de abordagem social é sistemático, não acontece somente no momento da ação. Dias antes a equipe conversa com as pessoas e informa que não podem mais permanecer no local e a data em que os resíduos serão recolhidos. Para todos é oferecido o acolhimento em instituições do município e a sequência de atendimento no Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) da região. Neste trabalho no Creas, as necessidades de cada uma dessas pessoas é avaliada e encaminhada, desde a confecção de documentos até a possibilidade de reinserção no convívio familiar.

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