Porto Alegre terá novo estudo sobre gases causadores do efeito estufa

Realizado anteriormente em 2013, o inventário de gases causadores do efeito estufa ganha nova versão. (Foto: Jefferson Bernardes/PMPA)

Porto Alegre terá um novo inventário de gases causadores do efeito estufa. O estudo é resultado de contrato assinado entre o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e a WayCarbon Soluções Ambientais e Projetos de Carbono.

O documento, recebido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, é o primeiro termo de referência oficializado como parte do projeto de cooperação internacional que a prefeitura mantém com o PNUD.

Selecionada via edital lançado pelo PNUD, a WayCarbon conta agora com um calendário escalonado, definido em contrato, para apresentar os resultados. Em 20 dias, a empresa deve entregar um relatório detalhando a abordagem técnica e metodológica. Ao longo de sete meses, também estão previstos relatórios informativos mensais. Já o estudo finalizado deve estar pronto em até 240 dias. O valor do contrato é de R$ 450 mil.

“Este é o primeiro de uma série de estudos que vão ser gerados a partir do projeto de cooperação técnica que temos com o PNUD. Eles vão oferecer subsídios para projetarmos amplas ações de planejamento e desenvolvimento urbano em Porto Alegre, incluindo as questões climáticas e especialmente a revisão do Plano Diretor”, destacou o prefeito Nelson Marchezan Júnior.

Realizado anteriormente em 2013, o inventário ganha nova versão com o objetivo de subsidiar o monitoramento das principais fontes emissoras de gases que sejam oriundas da ação humana no meio urbano, além da sua evolução ao longo dos anos. Além disso, a atualização dos dados também vai permitir que sejam definidas metas de redução de emissão e elaborado o Plano de Ações Climáticas, previsto na Política Municipal de Sustentabilidade, Enfrentamento das Mudanças Climáticas e Uso Racional da Energia (Lei Complementar Nº 872, de 10 de janeiro).

O levantamento de 2013 revelou que, em termos de mobilidade urbana, os veículos individuais correspondiam por 70% das emissões de gases do efeito estufa. “Considerando esse dado, já foi possível projetar alternativas para que o município incentive outras formas de deslocamento. A isenção da obrigatoriedade de um número mínimo de vagas de estacionamento em novos prédios é um exemplo de medidas implementadas”, apontou o secretário do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Germano Bremm.

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