Porto Alegre volta a ter a cesta básica mais cara do Brasil

O custo da cesta básica na capital gaúcha chegou a 477,69 reais no mês passado. (Foto: Reprodução)

A cesta básica mais cara do Brasil em setembro foi a de Porto Alegre (477,69 reais), segundo dados divulgados nessa quinta-feira pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A cidade não ocupava o primeiro posto no ranking de preço mais alto desde a pesquisa de dezembro do ano passado. O crescimento foi de 0,71% no mês e de 12,56% no ano na capital gaúcha. Enquanto houve alta do valor da cesta em 13 cidades, em outras 14 foi registrada redução.

Para conseguir comprar todos os produtos da cesta, os porto-alegrenses precisaram trabalhar um total de 119 horas e 25 minutos em setembro, segundo o Dieese. O tempo médio necessário para adquirir os produtos em todo o País foi de 103 horas e 31 minutos no mesmo período, pouco menor do que a jornada calculada para agosto, de 104 horas.

São Paulo (SP) tem a segunda cesta básica mais cara (471,57 reais) e Brasília-DF (461,99 reais), a terceira. Os menores valores médios foram observados em Natal-RN (367,54 reais) e Aracaju-SE (371,30 reais).

Entre janeiro e setembro de 2016, todas as cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram em Boa Vista-RR (22,02%), Maceió-AL (21,67%) e Salvador-BA (21,54%). Os menores aumentos ocorreram em Florianópolis-SC (5,89%), Curitiba-PR (8,45%) e Manaus-AM (9,15%). A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos é realizada nas 27 capitais brasileiras.

Com base na cesta mais cara, a de Porto Alegre, e “levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário para a manutenção das famílias no País. Em setembro deste ano, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a 4.013 reais ou 4,56 vezes o vencimento mínimo atual de 880 reais, segundo o Dieese. Em agosto, o mínimo necessário correspondeu a 3.991 reais.

Em setembro, houve predominância de alta no preço do café em pó, da manteiga, do arroz e da carne bovina de primeira. Já a batata, pesquisada na região Centro-Sul, e o feijão tiveram o valor reduzido na maior parte das cidades.

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