Prefeito de Porto Alegre diz que deve haver atraso no pagamento dos salários dos servidores municipais

Marchezan concedeu entrevista coletiva nesta manhã (Foto: Luciano Lanes/PMPA)

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., concedeu entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira (25), para divulgar a situação financeira do Executivo municipal. Ele afirmou que deve haver atraso no pagamento dos salários dos servidores em razão da crise financeira. Marchezan disse que a prefeitura só pode garantir os vencimentos em dia até o mês de fevereiro.

“A população tem o direito de saber a difícil realidade financeira da prefeitura. Ela só será modificada com esforço coletivo. As dívidas contratadas no ano passado em Porto Alegre superaram em 10% as receitas. Vencimentos até 31 de dezembro de 2016 e não pagos: R$ 507 milhões – 9,7% da receita corrente líquida”, disse.

“A previsão do déficit financeiro para 2017: R$ 1,3 bilhão. Sendo os R$ 507 milhões de 2016 mais R$ 815 milhões de 2017. Isso não é uma versão ou uma opinião política. É um fato ancorado em números. Não dá mais apenas administrar a crise. É preciso enfrentá-la. Não podemos mais vender o futuro para viver o presente”, explicou.

Medidas para conter os gastos 

Conforme Marchezan, há duas maneiras de enfrentar essa crise: nas despesas e nas receitas. “Algumas medidas já foram tomadas no início do mês. Corte de cargos de confiança, diárias, passagens aéreas, contratos de aluguel de veículos, imóveis e equipamentos. Suspensão do pagamento das despesas, revisão das licitações em andamento, suspensão de novas contratações de pessoal”, sustentou.

“Nós teremos de tirar recursos dos tributos para garantir a continuidade do Funcriança e da iluminação pública, por exemplo. Desde maio de 2016, os fornecedores com contratos acima de R$ 8 mil não recebem”, acrescentou.

Fortunati

O ex-prefeito José Fortunati chamou, por meio do Twitter, Marchezan de “inexperiente”  e o acusou de “inflar os números do déficit da prefeitura para continuar vendendo a ideia da existência do caos”. “Como está com dificuldades de administrar pela inexperiência tem que continuar com o discurso destrutivo para desviar a atenção”, afirmou.

“Contratou um marqueteiro, inflou os dados e tentará provar que existe um quadro assustador das finanças da prefeitura”, prosseguiu Fortunati.

 

Comentários

Comentários

10 Comentários

Adicione um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.