Prefeitura de Porto Alegre avalia alternativas para viabilizar o Carnaval

Durante reunião, Marchezan (C) questionou contratos assinados em dezembro pela gestão anterior. (Foto: Joel Vargas/PMPA)

Na tarde desta sexta-feira, o prefeito Nelson Marchezan Júnior se reuniu com os secretários Luciano Alabarse (Cultura) e Leonardo Busatto (Fazenda), além do secretário-adjunto Fernando Dutra (Parcerias Estratégicas),  a fim de tratar da edição 2017 do carnaval de Porto Alegre. Conforme a equipe, o município não tem condições de continuar arcando com as despesas do evento.
O chefe do Executivo solicitou um estudo sobre alternativas de captação de recursos para tentar viabilizar o desfile das escolas de samba. A estimativa é de que a maior festa popular da cidade custe cerca de 7 milhões de reais em infraestrutura e cachês de carnavalescos.
Segundo Marchezan, a nova administração municipal que assumiu no último domingo foi surpreendida por dois contratos que somam 300 mil reais, assinados em dezembro, um deles destinado ao fomento dos grupos do carnaval. No último dia de dezembro, a antiga gestão pagou 7 mil reais ao grupo especial e outros 3 mil reais à União das Entidades Carnavalescas do Grupo de Acesso de Porto Alegre, deixando uma dívida de 290 mil reais, com prazo de quitação até 4 de janeiro.
“O volume de despesas contratado pela gestão anterior é muito superior ao das receitas previstas”, frisou o prefeito. “Temos que priorizar quais serão pagas, para garantir os serviços essenciais à população, pois estamos priorizando saúde, educação infantil e assistência social, além de desligar cargos em comissão.”
Ele pediu aos gestores que estão trabalhando no tema busquem parcerias para viabilizar o evento: “Podemos profissionalizar e qualificar o carnaval para que não dependa de investimentos municipais. Neste momento, precisamos direcionar o dinheiro público para as áreas prioritárias de atendimento à população, como fizemos nesta semana com as creches e instituições de assistência social”.
Marchezan se disponibilizou a conversar com empresários para buscar recursos da iniciativa privada e captar verbas de onde for possível para que os desfiles sejam realizados.
A entidade representativa das escolas de samba poderia captar recursos pelas leis de incentivo federal e municipal. Mas, pelo menos neste ano, a Liespa (Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre) não apresentou projeto para a festividade.
Na semana que vem, o secretário da Cultura pretende conversar com representantes Liespa para buscar alternativas junto ao setor privado. “O objetivo é também buscar um modelo sustentável, para que uma festa tão importante como esta não fique na dependência de recursos públicos”, reforçou Alabarse.

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