“Prefeitura de Porto Alegre poderá abrir as portas das escolas para o tráfico de drogas”, teme presidente de associação

Associação de Moradores do Bairro Rubem Berta realizará protesto nesta sexta-feira, às 8h, em frente a escola Grande Oriente. (Foto: Amorb/Divulgação)

A Amorb (Associação de Moradores do Bairro Rubem Berta) junto com pais, alunos e professores da escola Grande Oriente, na rua Wolfran Metzler, realizarão, nesta sexta-feira (10), às 8h, um protesto em frente à instituição. O ato é contra as novas diretrizes para a organização da rotina diária das escolas, imposta pela prefeitura de Porto Alegre.

Segundo a associação, pela nova regra, alunos poderão ficar de meia hora até uma hora e meia dentro das instituições de ensino da Capital sem a supervisão de um responsável – professor, servidor ou porteiro. “Isso é o que preocupa a comunidade, aqui no bairro, os pais e os professores”, destaca o presidente da Amorb, Cleusi Coelho.

Ele explica que, sendo um dos bairros mais violentos de Porto Alegre, mesmo que por pouco tempo que as crianças fiquem sozinhas, isso é um problema. “A prefeitura poderá abrir as portas das escolas para o tráfico de drogas”, teme o representante. “Depois que as coisas ocorrem não adianta lamentar”, ressalta.

Segundo Coelho, a escola Grande Oriente tem 1,2 mil alunos. Ele também tem medo que os pequenos fiquem junto dos mais velhos nesses intervalos sem nenhum responsável. “Os mais fracos sempre acabam sofrendo”. Para ele o importante é que sempre haja um supervisor para garantir um pouco de segurança aos alunos.

Em resposta, a Smed (Secretaria Municipal da Educação) afirma que em nenhum momento os alunos ficarão sozinhos. “A Smed deixa claro que as crianças não ficarão sozinhas em nenhum momento. Todas as escolas foram chamadas à secretaria para fazer o ajuste de quadro e passar suas necessidades para atender as crianças nestes horários”, informa a assessoria da pasta.  (Fabiane Christaldo/O Sul)

 

 

 

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