Presidente da Câmara dos Deputados diz que, se a pauta da Casa não voltar a andar, “quem explode é o governo”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, negou nesta segunda-feira (02) que a paralisação das votações na Casa prejudique o seu mandato e afirmou que “quem explode é o governo” se a pauta não voltar a andar.

A disputa pela presidência da CMO (Comissão Mista de Orçamento), reivindicada pelo Centrão, a proximidade das eleições municipais e a antecipação das discussões sobre a sucessão no comando na Câmara têm impedido o avanço das matérias.

Faltam menos de oito semanas para o início oficial das férias dos congressistas, a partir de 23 de dezembro. Além do tempo curto, as eleições municipais esvaziam o Congresso Nacional nesse período porque os parlamentares se dedicam à campanha nos seus Estados de origem.

“Eu vi notas outro dia de que era para não deixar a pauta da Câmara andar, para esvaziar a minha presidência. Está esvaziando o governo. E quem vai explodir se a pauta da Câmara não andar não é o meu mandato [à frente da Câmara], que acaba dia 1º de fevereiro. Quem explode é o governo”, disse Maia durante uma entrevista virtual concedida ao jornal Valor Econômico.

Maia declarou que represar a pauta não esvazia a presidência dele, mas, sim, prejudica o País e que destravar as votações é uma questão de necessidade. Ele lembrou ainda que algumas medidas provisórias podem perder a validade se não forem votadas nas próximas semanas.

“Quem está se desorganizando com essas obstruções da Câmara, mais lentidão na decisão sobre a PEC Emergencial, é o próprio governo. Quem vai pagar essa conta é o Brasil. Sem dúvida nenhuma. O País paga essa conta, recorde no desemprego”, afirmou.

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