Presidente da Fecomércio -RS, Luiz Carlos Bohn, defende a responsabilidade tributária no Brasil

Luiz Carlos Bohn, presidente da entidade, apontou ações desenvolvidas em 2016, a implantação do Impostômetro e apoio às medidas do governo gaúcho. Fotos: Jackson Ciceri/O SUL
Marcelo Portugal, economista da entidade, traçou perspectivas para 2017, com otimismo. Fotos: Jackson Ciceri/O SUL
Luiz Carlos Bohn, presidente da entidade. Fotos: Jackson Ciceri/O SUL
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A Fecomércio-RS, que comemora em 2016 seus 70 anos, como é de praxe,  recebeu a imprensa nesta segunda-feira para divulgar suas atividades e apontar as perspectivas para 2017. O evento aconteceu na sede do SESC, em Porto Alegre, e foi aberto pelo presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn. Ele mencionou com otimismo o apoio ao terceiro setor e ao painel físico do Impostômetro instalado no prédio da Fecomércio. “Grande importância foi a luta diária dos empresários e da sociedade como um todo para manter seus estabelecimentos, seus empregos e um mínimo de qualidade de vida dentro de um sistema que os faz passar inversamente proporcional àquilo que pregam”. Bohn defende a responsabilidade tributária no Brasil com foco na diminuição dos impostos, unificação de tributos federais e estaduais e diminunição no número de obrigações acessórias. “A implementação destas medidas será fundamental para alavancar o desenvolvimento das empresas e a criação de novas, desencadeando geração de riquezas e aumento do número de empregos”.

No encontro hoje com a imprensa para debater o que foi o ano de 2016 e as perspectivas para 2017, o economista da entidade, Marcelo Portugal  comentou que todos os  setores apresentaram crescimento negativo se comparado ao ano anterior. “Todo o volume de vendas foi inferior este ano se comparado ao ano passado”. No Brasil, os índices negativos de vendas ficaram em 6,5% e no RS em 5,4%. Os que apresentaram, mesmo com desempenho negativo, ainda números melhores, foram os segmentos da alimentação e de remédios, seguidos pelos de TI e comunicação. No entanto, ele também citou itens que considera importantes no cenário econômico. Vê como positiva a queda da inflação, que chegou a fechar em 11% e até outubro estava em 7,9%, devendo permanecer em queda em 2017. A taxa de juros na opinião do economista também deverá apresentar redução.

 

Na visão de Marcelo Portugal, 2017 já deverá apresentar uma rápida melhora, em função da inflação e juros mais baixos. Por outro lado, uma ajuda virá do campo, com a estimativa de uma super safra de grãos na ordem de 213 milhões de toneladas, segundo estimativas do IBGE e CONAB, superando a safra de 2016 e a de 2015, que foi considerada recorde. O crescimento da economia deverá girar em torno de 0,8%, ”um número anêmico mas positivo“, como salienta. No cenário internacional, muitos serão os desafios, com eleições na França, Alemanha e Itália e o questionamento sobre o governo de Donald Trump, nos EUA. O câmbio, uma incógnita, na visão de Portugal deverá ficar na casa dos 3,70 reais.

Luiz Carlos Bohn vê com bons olhos este pequeno crescimento da economia em 2017, mas considera que o empresariado e a sociedade pouco perceberão, “não terão este sentimento de melhora ainda”.

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