Presidente do PSL é alvo de operação da PF no caso das candidaturas laranjas

Luciano Bivar é o presidente nacional do PSL. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)1

A polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (15), em Pernambuco, mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, e a candidatas do partido em investigação sobre o esquema das candidaturas de laranjas.

Os mandados foram autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado. O “laranjal do PSL”, como ficou conhecido o esquema, foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo em uma série de reportagens desde o início deste ano.

A policia federal abriu investigações após a publicação das reportagens. O PSL é o partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, que pode deixar a legenda.

A casa de Bivar em Recife é um dos alvos da operação. A sede do partido, endereços de três candidatas – Maria de Lourdes Paixão, Érika Santos e Mariana Nunes – e de duas gráficas também foram vasculhadas pelos agentes. A ação foi batizada de Guinhol em referência a um personagem do teatro de fantoches criado no século 19.

A polícia informou que apura se as candidaturas foram criadas apenas para a movimentação de recursos de forma ilegal. Segundo a PF, a ação busca esclarecer se houve “burla ao emprego de recursos às candidatas mulheres, havendo indícios de que tais valores foram aplicados de forma fictícia, objetivando seu desvio para livre aplicação do partido e seus gestores”.

Conforme nota da PF, o inquérito apura as práticas de três crimes, “pois representantes locais de determinado partido político teriam ocultado/disfarçado/omitido movimentações de recursos financeiros oriundos do fundo partidário, especialmente os destinados às candidaturas de mulheres, após verificação preliminar de informações que foram fortemente difundidas pelos órgãos de imprensa nacional”.

Defesa

A defesa do presidente do PSL informou que vai colaborar com as investigações da PF. “É um absurdo completo. Esse inquérito está se arrastando há muito tempo, tudo foi esclarecido, não havia necessidade alguma dessa busca e apreensão. O delegado está fazendo uma pescaria para encontrar alguma coisa”, afirmou o advogado Ademar Rigueira.

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