Presidente Michel Temer divulga pacote de concessões e privatizações em Nova York

O presidente Michel Temer iniciou uma reunião no início da tarde desta quarta-feira (21), último dia de sua viagem oficial a Nova York, para falar das oportunidades de investimento no Brasil, em especial do pacote de concessões e privatizações anunciado pelo governo na semana passada. O encontro foi promovido pelo Council of the Americas (COA).

Na comitiva que acompanha Temer está o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, responsável pelo plano de concessões e privatizações, chamado pelo governo de “Crescer”. Além dele, os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) também participam do encontro nesta quarta.

Dos 34 projetos incluídos no pacote, 15 são da área de eletricidade (distribuidoras e hidrelétricas), óleo, gás, e mineração.

A meta do governo é arrecadar R$ 24 bilhões com concessões apenas em 2017. A previsão é que parte desses projetos sejam leiloados no ano que vem e, outra parte, no primeiro semestre de 2018.

As maiores novidades do programa estão na área de saneamento básico, com a concessão das companhias de água e esgoto em três estados: Pará, Rio de Janeiro e Rondônia. Esses projetos entraram no programa a pedido dos governos estaduais.

Acordo de Paris
Mais cedo, na ONU, Temer entregou a ratificação, por parte do Brasil, do acordo do clima de Paris. O ato teve a participação de outros países, que também entregaram a ratificação, e do secretário-geral da entidade, Ban-Ki Moon.

O acordo de Paris foi celebrado por mais de 175 países no primeiro semestre de 2016. Em uma etapa posterior, cada país deve ratificar o texto internamente. O documento prevê medidas, a serem adotadas por todos os signatários, para conter a emissão dos gases do efeito estufa e tentar fazer que o aquecimento global fique limitado a 1,5º C, na comparação com o período pré-industrial.

O Congresso Nacional já havia ratificado o acordo por parte do Brasil e Temer assinou a ratificação em evento no Palácio do Planalto, na semana passada.

A meta do Brasil no acordo é cortar emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030, ambos em comparação aos níveis de 2005.

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