Preso homem que estuprou e engravidou a enteada de 14 anos em Porto Alegre

Um homem de 35 anos foi preso, na manhã desta quinta-feira (10), acusado de estuprar e engravidar a sua enteada de 14 anos em Porto Alegre. A ação da Polícia Civil ocorreu no bairro São José, na Zona Leste da Capital.

Após engravidar em decorrência dos abusos, a vítima teria sido obrigada pelo criminoso a ingerir medicamentos abortivos, mas a criança acabou nascendo.

O crime ocorreu em 2007, mas somente em 2013 a vítima procurou a polícia para denunciar os fatos. No dia 4 de abril deste ano, foi expedido o mandado de prisão após o homem ter sido condenado a uma pena de 12 anos e três meses de reclusão.

Santa Vitória do Palmar

Um homem suspeito de estupro de vulnerável foi preso no bairro Donatos, em Santa Vitória do Palmar, na Região Sul do Estado, na quarta-feira (09), também por estuprar e engravidar a enteada. Os abusos ocorreram desde que a vítima tinha 5 anos, conforme a Polícia Civil. Aos 15 anos, ela engravidou.

Cadastro de Pedófilos

Em janeiro deste ano, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, sancionou o Projeto de Lei 16/2016, de autoria do deputado estadual Maurício Dziedricki (PTB), que cria o Cadastro Estadual de Informações para Proteção da Infância e da Juventude, o chamado Cadastro de Pedófilos. A proposta foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa gaúcha.

“Não é com alegria que sanciono essa lei, uma vez que ela trata de uma enorme crueldade. Mas é com a sensação de dever cumprido porque, a partir da sua implantação, temos a perspectiva de tentar diminuir esse crime tão perverso. Quero saudar o deputado Maurício Dziedricki pelo empenho na criação desse cadastro, já que muitos pedófilos cumprem penas diferentes da prisão fechada, como a reabilitação, e não há um controle geral desses criminosos”, ressaltou o governador na ocasião.

O acesso ao Cadastro de Pedófilos deve ser feito pelo site da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e permite que membros do Ministério Público, do Judiciário, da Polícia Civil e da Brigada Militar, além de pessoas envolvidas com a defesa dos direitos das crianças, como conselheiros tutelares e secretários de assistência social, possam agir de maneira mais efetiva e com medidas protetivas. “Mais do que culpar os criminosos, a importância do cadastro está em conhecê-los, para que possamos proteger nossas crianças desse horror”, enfatizou Sartori.

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