Procurador-geral pede que ministros e delegados sejam ouvidos na investigação que apura interferência na Polícia Federal

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu nesta segunda-feira (04) que o STF (Supremo Tribunal Federal) autorize novas diligências no inquérito que apura suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF (Polícia Federal).

As medidas serão analisadas pelo ministro relator do caso na Corte, Celso de Mello. Caberá a ele autorizar os depoimentos e enviar as solicitações para cumprimento na PF.

Os pedidos de Aras se concentram em quatro frentes: depoimentos de pessoas citadas por Moro na denúncia (ministros, delegados e a deputada Carla Zambelli, do PSL-SP); recuperação de áudio ou vídeo que, supostamente, comprove a denúncia; verificação das assinaturas do ato de exoneração do ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo e perícia nas informações obtidas a partir do celular de Moro.

Moro foi ouvido sábado (02), por mais de oito horas, na sede da PF em Curitiba (PR). Os investigadores extraíram do telefone do ex-ministro as provas que ele já tinha mostrado ao Jornal Nacional, da TV Globo: as conversas em WhatsApp com Bolsonaro e com a deputada Carla Zambelli. Moro também forneceu algumas novas provas e, principalmente, indicou maneiras de obter outras.

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