Professores brasileiros ganham menos da metade da média dos salários dos educadores de outros países, revela estudo

Os professores brasileiros dos ensino público fundamental e médio ganham menos da metade da média salarial dos docentes de outros países analisados em um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O estudo “Um Olhar sobre a Educação 2016”, divulgado nesta quinta-feira (15), também revela que os salários de professores universitários de instituições federais públicas no Brasil – entre US$ 40 mil e cerca de US$ 76 mil por ano (de R$ 133,7 mil a R$ 254 mil) – “são bem mais elevados do que em muitos países da OCDE e comparáveis aos dos países nórdicos, como Finlândia, Noruega e Suécia”.

Segundo o documento – um compêndio de estatísticas que analisa a situação da educação nos 35 países membros da organização e em 11 economias parceiras, como Brasil, China, Índia e Colômbia –, os professores no Brasil têm o mesmo salário mínimo legal da categoria, US$ 12,3 mil por ano (cerca de R$ 41 mil), independentemente de lecionarem no ensino fundamental ou médio.

Eles ganham menos da metade da média nos países da OCDE e abaixo de professores de outros países latino-americanos como Chile, Colômbia e México. E, além disso, são os que trabalham o maior número de semanas por ano entre todos os países do estudo que disponibilizaram dados a respeito.

“Os professores brasileiros, nesses níveis de ensino, lecionam, em média, 42 semanas por ano. A média na OCDE é de 40 semanas no pré-primário e de 37 semanas nos cursos técnicos”, diz a OCDE.

Investimento

O documento revela também que o Brasil gasta mais com o ensino universitário, por aluno, do que vários países, mas o número de diplomados no País – apenas 14% da população na faixa etária de 25 a 64 anos – está abaixo de todos os países da América Latina analisados pelo estudo (Colômbia, Costa Rica, Chile, Argentina e México).

Os gastos públicos para cada estudante do ensino superior no Brasil somam US$ 13,5 mil por ano (cerca de R$ 45 mil), calculados com base na paridade do poder de compra para efeito de comparação internacional.

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