Professores estaduais encerram greve após 16 dias e marcam mobilizações

Categoria decidiu pelo fim da greve (Foto: Divulgação/Cpers)

Os professores estaduais aprovaram na tarde desta sexta-feira (31) em assembleia geral no Centro de Eventos Casa do Gaúcho o fim da greve deflagrada há 16 dias. A partir de 05 de abril os educadores se mantém em Estado de Greve, com alertas ao chamado do Sindicato para as mobilizações. A próxima está marcada para a terça-feira, 04 de abril, com manifestação na Praça da Matriz contra a aprovação do que a entidade denomina “pacote de maldades” do governo Sartori. A concentração será às 10h, em frente ao Cpers.

Após a decisão os professores saíram pela Loureiro da Silva e neste momento estão na av. Borges de Medeiros tendo como destino a Esquina Democrática para somar-se a outros trabalhadores no ato “Dia Nacional de Mobilização”, em defesa da democracia, contra as reformas da Previdência e trabalhista, o projeto da terceirização do governo Temer e contra o governo Sartori.

Após Assembleia Geral educadores seguem em caminhada até a Esquina Democrática para somar-se com os demais servidores no Dia de Luta (Foto: Divulgação/Cpers)
Após Assembleia Geral educadores seguiram em caminhada até a Esquina Democrática para somar-se com os demais servidores no Dia de Luta (Foto: Divulgação/Cpers)

Na manhã de hoje, no auditório do Cpers, os conselheiros da entidade, através de votação, haviam aprovado as propostas de mobilização para a categoria. Durante a reunião do conselho, pela manhã, a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, disse que a força da greve e das inúmeras mobilizações realizadas por todo o Estado pelos educadores têm feito o “governo Sartori recuar na aprovação das PECs que prejudicam de forma brutal os educadores e demais servidores”.

Helenir também disse repudiar a ação da Brigada Militar em relação a municipários de Cachoeirinha, durante manifestação pacífica realizada ontem. “Não aceitamos que os trabalhadores sejam tratados como bandidos. Para bater em trabalhador aparecem inúmeros policiais, enquanto isso nossas ruas continuam inseguras”, disse.

No início da assembleia uma salva de palmas foi realizada em solidariedade aos servidores de Cachoeirinha, e a professora Silvana Maria Pilotti Duarte, daquele município, classificou a ação da Brigada como um verdadeiro massacre. Ela destacou que a luta dos municipários continua. “Chegaram a quebrar uma cadeira na cabeça de um colega. Um verdadeiro campo de guerra. Fomos tratados como bandidos e não como trabalhadores que estavam ali para defender seus direitos. Mas a nossa luta continua e cada vez mais forte”, afirmou. (Letícia Castro/O Sul)

Veja como foi:

Propostas de mobilização aprovadas:

1 – Suspender a greve, com calendário forte de mobilização, retornando as atividades na quarta-feira (05/4) condicionada ao acordo de greve do CPERS/Sindicato com o governo pela garantia do pagamento dos dias parados, revertendo os casos de perseguição e respeitando a Lei de Gestão Democrática nas escolas
2 – Dar continuidade as plenárias de discussão da Reforma da Previdência e demais Reformas, bem como o fortalecimento dos Comitês locais
3 – Acompanhar o calendário de mobilização da CNTE
4 – Participar no dia 28 de abril da Greve Geral chamada pelas Centrais Sindicais, Sindicatos, Federações e Confederações
5 – Realizar paralisação e vigília nos dias de votação das PECs
6 – Realizar escrachos ao Sartori em todos os espaços em que ele estiver
7 – Continuar com os escrachos aos deputados estaduais e federais nas bases eleitorais
8 – Realizar marchas temáticas municipais, culminando em marchas estaduais
9 – Discutir com a categoria a importância do IPE público e de qualidade, devido à eminência do Judiciário em criar um plano próprio de saúde
10 – Procurar todas as entidades para integrar os comitês locais contra as reformas do governo golpista de Temer e do governo Sartori
11 – Realizar Moção de Repúdio contra a violência praticada contra os servidores da prefeitura de Cachoeirinha, apoiada pelo prefeito Mike Breier (PSB) e pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marco Barbosa
12 – Auxiliar financeiramente os colegas que estiveram e estão tendo descontos de salário por perseguição política

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