Quadrilha que cobrava até R$ 5 milhões para fraudar as urnas eletrônicas nas eleições municipais é presa no Rio Grande do Sul e em Brasília

Os presos serão indiciados pelos crimes de estelionato e organização criminosa (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), uma operação para desarticular uma quadrilha que prometia fraudar urnas eletrônicas nas eleições municipais deste ano. Duas pessoas foram presas em Brasília e uma em Xangri-lá, no Litoral Norte gaúcho. Segundo a PF, a denúncia partiu de um prefeito de um município da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Os suspeitos afirmavam que tinham contrato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônicas e cobravam R$ 5 milhões para supostamente fraudar a eleição para prefeito e R$ 600 para a de vereador. Após a ação, a PF informou ter constatado se tratar de um caso de estelionato porque não há indícios de que os criminosos poderiam conseguir interferir nos equipamentos.

Na operação, batizada de Clístenes, também foram cumpridos três mandados de condução coercitiva em Xangri-lá, Canoas e Piripiri (PI). Os policiais também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Canoas, Xangri-lá, Goiânia (GO) e Brasília. Os presos serão indiciados pelos crimes de estelionato e organização criminosa.

TRE-RS

A Secretaria de Tecnologia da Informação do TRE-RS (Tribunal Regional Eleitoral do RS) informou que a urna eletrônica possui mecanismos de segurança que garantem que somente os programas gerados na cerimônia de lacração, única oportunidade em que a chave de assinatura oficial dos sistemas é utilizada, possam ser executados com status de aplicação oficial. Nessa oportunidade, os programas são inspecionados, fazendo com que não haja como alguém gerar um programa malicioso para fraudar a eleição.

 

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