Quase metade dos pais gostaria que escola mantivesse opção de aula on-line após pandemia, aponta levantamento

Levantamento foi realizado por entidade de varejo da Capital para identificar impactos do ensino remoto no consumo. (Foto: Reprodução)

O SindilojasPOA (Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre) fez uma pesquisa sobre as mudanças no comportamento de consumo a partir do uso da educação remota para crianças durante a pandemia.
Para isso, foi entender aspectos do impacto do ensino pela internet na vida das famílias. Dos pais entrevistados, 98,1% informaram que os filhos continuaram estudando, mas de forma on-line.

Outro dado apontado pelo levantamento é que 77,5% dos pais acompanharam os estudos dos filhos na modalidade on-line. Desses: 75,9% acham que os filhos aprenderam menos; 17,7% acham que aprenderam da mesma forma do que presencialmente e 5,1% acham que os filhos aprenderam mais.

Além disso, o Núcleo de Pesquisas do SindilojasPOA mostrou ainda que 46,1% gostariam que a escola onde o filho estuda mantivesse a opção de aulas online para algumas disciplinas mesmo após a pandemia. Outro dado é que 82,5% não se sentem seguros com o retorno dos filhos às aulas presenciais agora.

Por ser uma pesquisa feita por entidade de varejo, a coordenadora Thais Del Pino enfatiza as mudanças de consumo provocadas pela situação. Aumentou a necessidade da compra de produtos que atendam à demanda. Além disso, cresceu a participação das crianças como influenciadoras da decisão de compra dentro dos lares.

A pesquisadora também chama a atenção para a busca por produtos mais lúdicos já que as crianças passam muito tempo na frente das telas: “Surge o interesse por jogos e atividades para serem realizados em grupo, aproximando pais e filhos. A compra de brinquedos educativos que auxiliem na alfabetização e no primeiro contato com números é tendência”, disse.

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