Recuperação da economia brasileira acelera no terceiro trimestre


O setor de serviços e o desempenho das vendas do comércio influenciaram a recuperação da economia. (Foto: Reprodução)

Indicadores do Banco Central e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram uma aceleração da atividade econômica do País no terceiro trimestre deste ano.

O IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do BC), divulgado na quinta-feira (14), por exemplo, teve alta de 0,44% em setembro na comparação com agosto. Essa foi a segunda elevação mensal consecutiva e o melhor desempenho em quatro meses para o índice. As estimativas do mercado eram de uma alta de 0,3%.

No terceiro trimestre, o crescimento foi de 0,99% em relação ao mesmo período de 2018. O setor de serviços e o desempenho das vendas do comércio influenciaram a recuperação da economia.

Os números do IBC-Br estão em linha com indicadores divulgados pelo IBGE sobre o desempenho dos serviços (que cresceram 1,2% em setembro na comparação com agosto) e das vendas do comércio (que tiveram alta de 0,7% na comparação mensal e de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado).

Os resultados positivos fizeram com que instituições financeiras revisassem para cima suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre e dos últimos três meses deste ano. “Nossa projeção do PIB para o terceiro trimestre era de 0,3% e passou a 0,4%, na comparação trimestral. Na anual, a estimativa era de 0,7% e agora é de 0,9%”, diz Laiz Carvalho, economista do Santander. A projeção do banco é de que o PIB cresça 2% em 2020.

Para a economista, o início da liberação de parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a realização da Semana Brasil, com promoções no varejo, influenciaram o desempenho econômico no mês de setembro. “O comércio teve resultados bem positivos. Salta aos olhos a alta nas vendas de móveis e eletrodomésticos, de 5,2% no mês. Pode ser, porém, que tenha havido uma antecipação de consumo do quarto trimestre”, afirma.

Os últimos três meses do ano ainda terão continuidade da liberação de R$ 500 de contas do FGTS, além do pagamento do 13º benefício do Bolsa Família, o que deverá influenciar positivamente o consumo, ainda que de maneira pontual, segundo o economista Thiago Xavier, da Tendências.

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