Senado mantém abono salarial para quem ganha até dois salários mínimos

(Foto: Agência Senado)

O governo sofreu derrota na votação de um dos destaques da reforma da Previdência. Durante a madrugada desta quarta-feira (2), o Plenário do Senado derrubou a restrição do abono salarial a quem ganha até R$1.364,43. Com a retirada do ponto da proposta de emenda à Constituição (PEC), a economia com a reforma da Previdência cai para R$800,2 bilhões nos próximos dez anos. Assim, o abono salarial continuará a ser pago aos trabalhadores com carteira assinada há pelo menos cinco anos que recebem até dois salários mínimos.

O governo precisava de 49 votos para derrubar o destaque apresentado pelo Cidadania e manter a restrição ao abono salarial, que constava do texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas teve sete votos a menos que o necessário. O destaque obteve 42 votos a favor (para manter o texto da Câmara) e 30 votos contra (para retirar o ponto da reforma), mas a maioria foi insuficiente para manter a restrição.

Destaques rejeitados

Após a derrota, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), encerrou a sessão e marcou a continuação da votação dos destaques para as 11h desta quarta-feira (2). Antes de perder a votação do abono salarial, o governo tinha conseguido derrubar dois destaques com maioria folgada. Um destaque de autoria do Podemos foi retirado mediante acordo.

De autoria do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o primeiro destaque rejeitado foi uma emenda de redação que impediu que o texto-base da PEC da reforma da Previdência fosse alterado e voltasse para a Câmara. O governo venceu a votação por 75 a 0. O segundo destaque rejeitado, apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), buscava restabelecer a aposentadoria por periculosidade para profissões de risco, como motoboys, vigilantes, guardas municipais e de trânsito, seguranças e agentes que manuseiam explosivos. A proposta foi derrubada por 71 votos a 3.

Um destaque do Podemos que buscava restabelecer a autorização para que prefeituras criassem regimes próprios de Previdência para os servidores foi retirado pelo partido, depois de dúvidas se a proposta alteraria o mérito da reforma da Previdência e acarretaria o retorno do texto para a Câmara dos Deputados.

Comentários