Senado pode votar “PEC Paralela” da reforma da Previdência no plenário nesta quarta-feira


Alcolumbre disse acreditar ser possível realizar nesta quarta-feira pelo menos a votação em primeiro turno e deixar o segundo para a próxima semana. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), quer votar a chamada “PEC [proposta de emenda à Constituição] paralela” da reforma da Previdência no plenário nesta quarta-feira (06). “Eu vou tentar votar nesta quarta-feira tanto o primeiro quanto o segundo turno da PEC paralela da Previdência no plenário do Senado”, disse ele nesta terça-feira (05).

Questionado se não era uma meta muito ambiciosa, Alcolumbre disse acreditar ser possível realizar na quarta-feira pelo menos a votação em primeiro turno e deixar o segundo para a próxima semana.

“O Senado vota a proposta na Comissão de Constituição e Justiça pela manhã e, à tarde, a gente coloca no plenário para votar o primeiro turno e, tendo acordo, o segundo também. Se não der, pelo menos o primeiro turno”, afirmou.

A “PEC paralela” reinclui Estados e municípios na reforma da Previdência, depois de serem retirados da proposta original do governo durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Pelo texto, a adesão às novas regras pelos entes fica condicionada à aprovação de projeto de lei pelas assembleias legislativas e câmaras municipais. Além disso, propõe aumentos de receitas, considerados complicados de serem aprovados.

Em relação ao ambiente para aprovação da “PEC Paralela” na Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre acredita que o clima mudou. “Pelo que tenho conversado com o presidente Rodrigo Maia, o clima está mudando. O Senado aprovando aqui, e vai aprovar, acredito que os deputados também irão aprovar, essa é a expectativa”, disse o presidente do Senado.

Ele informou que deve promulgar a proposta principal da reforma da Previdência na próxima semana. Com isso, passa a vigorar a idade mínima de aposentadoria no país de 65 anos para homens e 62 para mulheres, as regras de transição e o fim de alguns privilégios, como aposentadorias diferenciadas no Legislativo e no Judiciário. As informações são do blog do economista Valdo Cruz, do site G1.

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