Senadores discutem voto aberto para decidir indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada nos EUA

Nesta semana, diversos senadores discutiram estratégias para analisar a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à embaixada do Brasil nos Estados Unidos, caso esta seja confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro, pai do parlamentar. Pelo regimento interno do Senado, a votação é secreta. Entretanto, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) colocou em votação o voto aberto para a eleição, que foi aprovada por 50 votos a dois e uma abstenção. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, acionado por aliados de Renan Calheiros (MDB-AL), determinou que a votação fosse secreta.

Mesmo assim, embora a votação tenha sido secreta, muitos senadores favoráveis ao voto aberto criticaram no plenário a decisão do presidente do STF e declararam o voto no microfone ou exibiram a cédula de papel antes de colocá-la na urna. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), por exemplo, abriu o voto e declarou apoio a Alcolumbre. Agora, senadores discutem como cobrar o voto aberto no caso de Eduardo Bolsonaro. Senadores de base e de oposição se dizem surpresos com a decisão do presidente de indicar um filho para a embaixada mas, no entanto, avaliam como “complexa” a rejeição do nome dele.

Nesta quarta-feira (17), durante entrevista na Argentina, Bolsonaro voltou a defender a indicação do filho para o cargo de embaixador em Washington. Segundo o presidente, o filho “tem rodado o mundo todo” nos últimos anos e tem qualificação para o cargo. Bolsonaro disse também que, desde 2003, os embaixadores brasileiros nos Estados Unidos não fizeram “nada de bom” para o Brasil.

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