SENGE-RS dá continuidade ao debate sobre o pacote do Governo Sartori, reunindo lideranças e representantes de empresas em sua sede, na Capital

Deputado Vieira da cunha conduziu a análise em prol  da preservação da CEEE.
Fotos: SENGE/Divulgação
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Com foco em uma de suas bandeiras, que é a discussão de temas relevantes ao desenvolvimento do Estado e da sociedade, o SENGE-RS (Sindicato dos Engenheiros do RS), presidido por Alexandre Wollmann, sediou nesta segunda-feira (28) uma reunião da Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Renovação das Concessões do Setor Público de Energia Elétrica, sob o comando do deputado federal do PDT/RS, Pompeo de Mattos. O encontro teve por objetivo a discussão e o debate sobre o Pacote do Governo Sartori de Privatização da CEEE e outras medidas em torno da proposta e seus reflexos diretos nos assuntos ligados ao RS.

Dando continuidade ao tema e ao posicionamento adotado, o SENGE-RS reuniu na manhã desta terça-feira para um café da manhã em sua sede, na Capital, autoridades, ex-presidentes e representantes sindicais de fundações e instituições que serão afetadas pelo Pacote, se aprovado pela Assembleia Legislativa.

O deputado Vieira da Cunha, que já foi presidente da CEEE e ex-secretário de Educação, entre outras atividades em âmbito do governo do Estado, defendeu a ideia de que na mente do povo gaúcho, a CEEE é uma empresa de “altíssimos salários e serviços precários”, e disse que o principal desafio do momento é mostrar à sociedade o que a empresa representa no contexto local e o que o povo vai perder se o processo de privatização tiver prosseguimento. “O RS vive problemas enormes em função de sua capacidade de ancorar o desenvolvimento e vai mais uma vez ficar dependente de forças externas que nada tem a ver conosco?” questionou o deputado. “Não tenho medo de plebiscito, tenho a certeza de que a população gaúcha vai ser nossa aliada nesta luta. O que está acontecendo é um desmonte do Estado, contra os interesses da população”, arguiu Vieira da Cunha, com convicção.

“Achar que cortar estas instituições é enxugar o Estado é um engano. Com minha experiência como secretário, posso dizer que a privatização da CEEE e de outras empresas são um equívoco, tornando-as mais burocratizadas e mais ineficientes e a sociedade precisa tomar conhecimento disso. Estamos tratando de uma visão de Estado de como encaramos o serviço público e a quem o Estado deve servir. Olhar para isto é olhar para a importância de manter uma empresa pública. Uma empresa privada luta por lucro e uma empresa pública luta pela preservação dos interesses da sociedade. De que lado estamos?”

CIENTEC, CORAG e SULGÁS

João Leal Vivian, delegado sindical e representando a CIENTEC, apontou os pontos fortes da instituição, os serviços prestados junto à Secretaria da Agricultura no que diz respeito à vigilância sanitária, laudos técnicos fornecidos para outras organizações e sua interface com a CEEE e a Corsan, por exemplo, além de apoio a projetos no segmento eletroeletrônicos, entre outros. “As empreiteiras não querem a CIENTEC”, apontou.

Alexandre Cunha, representando a CORAG, também mencionou que a empresa é vista apenas como a responsável pela impressão do Diário Oficial, no entanto ele explanou as atividades que a empresa detém na formação e qualificação de mão de obra e conhecimento, através de projetos multiplicadores junto à FEBEM, SENAI, Projeto Pescar, além da contribuição na inserção de egressos do sistema penitenciário no mercado de trabalho.

“Trabalhamos com uma fatia da educação, já formamos mais de 200 alunos com vulnerabilidade social, tirados do cinturão Partenon/Glória, atuamos junto à Federação Nacional de Surdos, também treinando e capacitando pessoas, em 11 anos de contrato com esta instituição. Deixamos de ser uma gráfica e passamos a ser uma empresa sustentável para o governo, não pedimos nada. Além do Diário Oficial, respondemos pelo gerenciamento eletrônico de documentos, inclusive em braile, na época do governo Colares imprimimos cadernos para as escolas públicas e nosso maquinário opera 3 horas por dia, sempre, o que já gera 83% de nossa receita. Já fomos considerados o melhor parque gráfico do Estado”.

Representantes da SULGÁS também defenderam os pontos de vista da organização.

Na continuidade do encontro, o presidente do SENGE-RS Alexandre Wollmann e o vice-presidente José Luiz Azambuja sugeriram um debate aberto nos próximos dias, envolvendo estas e outras instituições, ao lado da bancada do PDT, a fim de esclarecer pontos chaves do Pacote junto aos participantes e à sociedade como um todo, por entenderem que esta é uma das contribuições do SENGE-RS, erguendo sua voz em defesa de temas tão importantes como estes que foram apresentados em prol de um Estado melhor e um futuro melhor para as novas gerações.

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