Surfista dado como morto no Rio tem reação, diz prima; ele está internado em Porto Alegre

Segundo parente, médicos do Hospital Moinhos de Vento negaram morte cerebral antes de retirar órgãos de Lucas. (Foto: Reprodução)

A tarde de segunda-feira (13) trouxe uma reviravolta na situação do surfista Lucas Zuch, dado como morto no sábado (11) após um acidente na praia da Barra da Tijuca, no Rio.

Quando o corpo de Lucas chegou a Porto Alegre, onde teria os órgãos retirados para doação antes de ser velado e enterrado, os médicos do Hospital Moinhos de Vento constataram que não havia quadro de morte cerebral.

Assim, Lucas teve o status de “morto” revertido para “em coma”. A informação foi confirmada pela prima do surfista, Bruna Zuch. Lucas, no momento, está internado em Porto Alegre.

“Quando estavam fazendo exames antes da retirada dos órgãos, viram que ele teve algum tipo de reação, diferente do que havia sido visto anteriormente. Fizeram novo diagnóstico e aí constataram que ele não teve morte cerebral”, disse Bruna, explicando que o estado de saúde de Lucas é crítico.

“Sabemos que a chance dele sobreviver ou de não ter sequelas é bem pequena, seria um milagre. Ele continua em coma e [os médicos] estão exaurindo todas as possibilidades. Estamos numa situação parecida com a de antes, só que com uma pontinha a mais de esperança. Mas a esperança é a última que morre, vamos seguir rezando”, completou.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Moinhos de Vento, em resposta ao portal de notícias UOL, o estado de saúde de Lucas “é grave e no momento ele passa por uma série de exames de avaliação neurológica”.

Acidente

Lucas se acidentou na terça-feira (7) quando surfava sozinho na praia da Barra, e foi levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde ficou até sexta-feira (10). De lá foi transferido para a Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio. O surfista teve detectado um traumatismo craniano, possivelmente causado por um impacto com a prancha ou com algum banco de areia.

No sábado, a família foi informada que Lucas tinha um quadro irreversível devido a lesões cerebrais. A morte do surfista chegou a ser lamentada nas redes sociais de personalidades do surfe, como o campeão mundial Adriano de Souza, o Mineirinho, e também em publicações de sócios de Lucas no site Surfari, dedicado à divulgação do esporte no Brasil.

O corpo foi transferido para Porto Alegre no domingo (12), e o velório ocorreria ainda no início desta semana, depois que fosse concluído o processo de doação de órgãos. Procurada, a assessoria da Casa de Saúde São José, onde a família de Lucas recebeu o diagnóstico de morte cerebral, disse que vai apurar o caso.

A prancha de Lucas foi identificada no mar por Milla Ferreira, carioca campeã mundial de kitesurf em 2016. Milla estava na varanda de seu apartamento na última terça-feira, na altura do Posto 2 da praia da Barra, quando viu o objeto boiando a cerca de 250 metros da areia. Desconfiada da prancha abandonada, a kitesurfista passou a gritar da janela, tentando alertar os bombeiros do 2º Grupamento Marítimo.

 

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